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Tirando o atraso e aproveitando sites que visitei neste final de ano, o blog a Menina do Dedo Verde, de Carol Daemon, é lindo….Muita informação a respeito de alimentação.

Um artigo interessante que tirei de lá foi  Farinha de trigo, açúcar e cocaína
por Denis Russo

Se um dia alguém resolver erigir um monumento em praça pública às boas intenções frustradas do pensamento científico, podia ser uma estátua monumental de um prato cheio de pó branco. Assim homenagearíamos de uma só vez três enganos cientificistas: a FARINHA DE TRIGO REFINADA, o AÇÚCAR BRANCO e a COCAÍNA. Três pós acéticos e quase idênticos, três frutos do pensamento que dominou o último século e meio: o reducionismo científico. Três matadores de gente.

Não é por acaso que os três são tão parecidos. Todos eles são o resultado de um processo de “refino” de uma planta – trigo, cana e coca. Refino! Soa quase como ironia usar essa palavra chique para definir um processo que, em termos mais precisos, deveria chamar-se “linchamento vegetal” ou algo assim. Basicamente se submete a planta a todos os tipos de maus-tratos imagináveis: esmagamento entre dois cilindros de aço, fogo, cortes de navalha, ataques com ácido. Até que tenha-se destruído ou separado toda a planta menos a sua “essência”. No caso do trigo e a da cana, o carboidrato puro, pura energia. No caso da coca, algo bem diferente, mas que parece igual. Não a energia que move as coisas do carboidrato, mas a sensação de energia ilimitada, injetada diretamente nas células do cérebro.
Começou-se a refinar trigo, cana e coca mais ou menos na mesma época, na segunda metade do século 19, com mais intensidade por volta de 1870. No livro (que recomendo muitíssimo) “Em Defesa da Comida”, o jornalista Michael Pollan conta como a tal “cultura ocidental” adorou a novidade. Os cientistas ficaram em êxtase, porque acreditavam que o modo de compreender o universo é dividi-lo em pequenos pedacinhos e estudar um pedacinho de cada vez (esse é o tal reducionismo científico). Nada melhor para eles, então, do que estudar apenas o que importa nas plantas, e não aquele lixo inútil – fibras, minerais, vitaminas e outras sujeiras. Os capitalistas industriais também curtiram de montão. Um pó refinado é super lucrativo, muito fácil de produzir em quantidades imensas, praticamente não estraga, pode ser transportado a longuíssimas distâncias. A indústria de junk food floresceu e sua grana financiou as pesquisas dos cientistas, que, animadíssimos, queriam mais.

Sabe por que esses pós refinados não estragam? Porque praticamente não têm nutrientes. As bactérias e insetos não se interessam pelo que não tem nutriente.

Os três tem efeito parecido na gente. Eles nos jogam no céu com uma descarga de energia e, minutos depois, nos deixam despencar. Aí a gente quer mais. Como eles foram separados das partes mais duras das plantas – as fibras – nosso corpo os absorve como um ralo, de uma vez só. Seu efeito eletrificante manda sinais para o organismo inteiro, o metabolismo se acelera. Aí o efeito vai embora de repente. E o corpo é pego no contrapé.

Cocaína, farinha e açúcar eram O Bem no final do século 19. Eram conquistas da engenhosidade humana. Eram a prova viva de que a ciência ainda iria conquistar tudo, de que o homem é maior do que a natureza, de que o progresso é inevitável e lindo. Cocaína era “o elixir da vida”. Nas palavras publicadas numa revista do século 19, “um substituto para a comida, para que as pessoas possam eventualmente passar um mês sem comer.” Farinha e açúcar davam margem a fantasias de ficção científica, como a pílula que dispensaria o humano do ato animal e inferior de comer.

O equívoco da cocaína ficou demonstrado mais cedo, já nas primeiras décadas do século 20. De medicamento patenteado pela Bayer, virou “droga”, proibida, enquanto exterminava uma população de viciados. A proibição amplificou seus males, transformando-a de algo que afeta alguns em algo que machuca o planeta inteiro, movendo a indústria do tráfico, que abastece quase todo o crime organizado e o terrorismo do globo.

Levaria muito tempo até que os outros dois comparsas fossem desmascarados. Até os anos 1990, farinha e açúcar ainda eram “O Bem”, enquanto “O Mal” era a gordura, o colesterol. Os médicos recomendavam que se substituisse gorduras por carboidratos e o mundo ocidental se entupiu de farinha e açúcar. Começou ali uma epidemia de diabetes tipo 2, causada pelas pancadas repentinas que farinhas e açúcar dão no nosso organismo. Começou também uma epidemia de obesidade. Sem falar que revelou-se que açúcar e farinha estão envolvidos no complô para expulsar frutas, folhas e legumes dos nossos pratos, o que está exterminando gente com câncer e doenças cardíacas. Como câncer e coração são as maiores causas de morte do mundo urbanizado, chega-se à constatação dolorosa: farinha e açúcar são na verdade muito mais letais do que cocaína. É que cocaína viciou poucos, mas açúcar e farinha viciaram quase todo mundo.

Agora os três pós brancos são “O Mal”. A humanidade está mobilizada para exterminá-los. Há até uma nova dieta vendendo toneladas de livros pela qual corta-se todos os carboidratos da dieta e come-se apenas gordura.

Em 1870, caímos na ilusão de que era possível “refinar” plantas até extrair delas o bem absoluto, apenas para nos convencermos décadas depois de que tínhamos criado o mal absoluto. Mas será que o problema não é essa mania humana de separar as coisas entre “O Bem” e “O Mal” em vez de entender que o mundo é mais complexo que isso e que há bem e mal em cada coisa? Trigo, cana e coca, se mastigados inteiros – integrais – são nutritivos e inofensivos e protegem contra doenças crônicas. Precisamos parar de tentar “refinar” a natureza e entender que ela é melhor integral.

Punições e recompensas

Além das palmadas existem outras froams de punição, que tem por objetivo levar a criança a adotar um comportamento adaptado a uma dada situação.

Ainda assim, se trata de machucar a criança de uma maneira ou de outra. Privar-lhe do que ele mais ama, humilhá-lo ou dizer-lhe palavras duras, são maneiras de punir ineficazmente. O medo e o temor só podem gerar a angústia, a revolta ou a submissão ‘a vida sem nenhum olhar crítico.

Para agir de maneira justa, os pequenos precisam fazer experiências, ligar causas e efeitos, eles também precisam de informações adaptadas.

Quando eles são punidos, eles aprendem a temer a punição e à evitá-la, eles não aprendem a compreender por que seus pais esperam deles certas ações, eles não aprendem as consequências das situações perigosas. Eles conhecem apenas o evitar, e o dia em que a ameaça da punição desaparece, os comportamentos inadequados reaparecem. Eles sentem vergonha de não ser “como deveriam”.

Da mãe que não suporta mais os choros de seus filhos e lança um ” cala boca, seu chato!!!” ou do pai que priva seu filho de sair porque suas notas escolares não estavam ‘a altura do que ele esperava, nós estamos na mesma diligência de pais que esperam modelar seu fiho “a imagem que eles sonham e que são consequência de uma boa parte dos efeitos devastadores de sua própria educação.

A recompensa poderia parecer mais humana, mas é uma outra forma de manipulação. As crianças constantemenbte recompensadas não se sentem perseguidas, enaquanto não são?

As ações que procuram os pequenos em particular ( e isto será sempre verdadeiro daqui para a frente se não há manipulação) é uma grande alegria. Ele age por ele mesmo pela aprendizagem do gesto, depois para executar algo quando ele mesmo decidiu. Ele não precisa de nenhuma recompensa por isso. ISto não quer dizer que devemos privar nossos filhos de presentes, mas que poderíamos desconectá-los das consequências de seus atos.

Parte do livro ” Elever son enfant…autrement.”

Salutogênese

Salutogênese é o conceito, criado pelo pesquisador Aaron Antonovsky em 1979, para designar as forças que geram saúde, e se opõem à patogênese, ou seja, às influências que causam a doença. Segundo Antonovsky, caso fossem potencializadas as forças que se opõem ao estímulo causador de doença, seria possível evitar que as pessoas adoecessem. Portanto, ele propunha formas de estimular e preservar esta força, através da ciência, pela chamada salutogênese.

Antonovsky chamou de ’senso de coerência’ o fundamento da salutogênese. Senso de coerência significa um estado de harmonia e bem-estar com o meio social, familiar e consigo mesmo. O autor descreveu isso como ‘uma sensação de orientação global, sentimento dinâmico de autoconfiança, gerado no meio interno e externo, que forma um ambiente saudável, de alta probabilidade de êxito na vida’.

Trabalhos posteriores sobre o mesmo assunto, basearam o senso de coerência num tripé: significado, flexibilidade e estímulo. Significado são os valores sociais e pessoais que alicerçam a sociedade, associados à potencialidade de troca de informações e a reconstrução desses valores que surge nas relações. Flexibilidade é o potencial de adaptação, seja do indivíduo, seja da sociedade, para haver uma harmonia entre ambos. Estímulo representa tudo aquilo que funciona como força motriz para os indivíduos e a sociedade, e dessa forma aproxima as pessoas da vida, do trabalho, da família e da sociedade como um todo.

O trabalho de Antonovsky, assim como o conceito de salutogênese, tem sido utilizado pelos pesquisadores que trabalham com qualidade de vida, para definir quais as áreas que são críticas para que o índivíduo sinta-se bem e saudável. A Organização Mundial da Saúde, ao redefinir saúde como sensação de bem-estar físico, psíquico e social, tem trabalhado no mesmo sentido. Os pesquisadores que desenvolvem esses conceitos, dividiram o bem-estar em vários domínios, que incluem trabalho, vida pessoal e familiar, hábitos de vida e espiritualidade. Esses cientistas, assim como outros das áreas de medicina psicossomática e neurociências do comportamento, têm aplicado a teoria da salutogênese.

Entretanto, apesar de bem discutida do ponto de vista teórico, a salutogênese ainda carece de uma sofisticação em suas ações práticas. É nesse campo que muitas medicinas complementares têm encontrado espaço para ampliar o seu papel na área de saúde. Diferentes da medicina convencional, que necessita da presença de doença e de um diagnóstico para atuar, as complementares exibem métodos terapêuticos voltados para o equilíbrio do indivíduo saudável. Essas técnicas podem contribuir para prevenir doenças e gerar bem-estar, em consonância com a teoria da salutogênese. Assim, vários autores publicaram artigos nas áreas de medicina chinesa, medicina ayurvédica, osteopatia, naturopatia, yoga, medicina tibetana e homeopatia, relacionado essas técnicas com salutogênese. Sem dúvida as medicinas tradicionais e técnicas complementares de saúde poderão ajudar muito a ampliar a salutogênese, promovendo bem-estar, estimulando a coerência do indivíduo consigo mesmo, e reforçando seus valores fundamentais.

Entre todas as medicinas complementares, a que mais se identificou com o conceito de salutogênese foi a medicina antroposófica. As ações de buscar a saúde através do significado, da flexibilidade e do estímulo, são bem semelhantes às propostas do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861–1925 – fundador da antroposofia), fator funcionou como elo de aproximação. Steiner também valoriza muito, em seu trabalho, as relações sociais e a vida espiritual como suportes para a saúde e instrumento de cura. Tudo muito semelhante com as propostas de Antonovsky. Por isso, os médicos antroposóficos foram os que mais publicaram e desenvolveram idéias nesse campo, nos últimos anos.

Nesse mesmo sentido, o VII Congresso Brasileiro de Medicina Antroposófica, que se realizou na cidade mineira de Caxambú no início de novembro do ano corrente, elegeu o tema ‘Salutogênese’ como tema central das suas atividades desse ano. A proposta foi não só rever os avanços da medicina antroposófica, como também ampliar o horizonte de atuação. Por isso, médicos de outras áreas como homeopatia e medicina chinesa, foram convidados a participar das discussões. Assim, foi possível abrir um amplo leque de técnicas que promovem a saúde e previnem a doença.

A conclusão dos pesquisadores é que, reforçando os valores fundamentais do ser humano, como as relações familiares, a espiritualidade, hábitos de vida saudáveis, acesso à informação e isso associado à prática regular de métodos para voltar ao equilíbrio e proteger-se contra o estresse, está criado o ambiente ideal para a salutogênese. Nesse ambiente, fica muito reduzido o campo para alguma doença se instalar. Por isso, ações dessa natureza podem evitar uma porcentagem significativa de muitos dos males que nos afligem hoje em dia.

por Alex Botsaris

Michel Odente

Todos os mamíferos dão à luz graças à súbita libertação de um fluxo de hormonas. Uma destas hormonas, a oxitocina, desempenha um papel importantíssimo. Ela é necessária para a contracção do útero, para os bebés nascerem e as placentas saírem. Está implicada na indução do amor maternal: é o componente principal de um verdadeiro ‘cocktail de hormonas do amor’.
Todos os mamíferos podem também libertar uma hormona de emergência denominada adrenalina, cujo efeito é interromper a libertação de oxitocina. A hormona de emergência adrenalina é libertada em particular quando existe uma possibilidade de perigo.
O facto de a adrenalina e a oxitocina serem antagonistas explica que a necessidade básica de todos os mamíferos ao dar à luz é sentirem-se seguros.
Num ambiente selvagem, uma fêmea não consegue dar à luz quando houver uma possibilidade de perigo, por exemplo na presença de um predador. Nesse caso é vantajoso libertar adrenalina, que leva mais sangue aos músculos junto ao esqueleto e dá mais energia para lutar ou fugir; é também vantajoso parar de libertar oxitocina, para atrasar o processo do nascimento. Na verdade há uma grande diversidade de situações associadas à libertação de adrenalina.

Os mamíferos libertam adrenalina quando se sentem observados. É evidente que todos confiam numa estratégia especial para não se sentirem observados ao dar à luz: a privacidade é obviamente outra necessidade básica. A hormona de emergência também está implicada na regulação térmica. Num ambiente frio, um dos papéis bem conhecidos da adrenalina é induzir o processo de vasoconstrição. Este facto explica que, para dar à luz, os mamíferos necessitam de estar num local suficientemente quente, segundo a
adaptabilidade da espécie.
Uma vez que os humanos são mamíferos, estas considerações fisiológicas sugerem que, para dar à luz, as mulheres devem sentir-se seguras sem se sentir observadas, num local suficientemente quente.

As desvantagens humanas

Embora a perspectiva fisiológica possa identificar facilmente as necessidades básicas das parturientes, pode também facilitar a compreensão das desvantagens específicas dos seres humanos no período do nascimento. As desvantagens humanas estão relacionadas com o enorme desenvolvimento daquela parte do cérebro denominada neocórtex. É graças ao nosso enormemente desenvolvido neocórtex que conseguimos falar, contar e ser lógicos e racionais. O nosso neocórtex é originalmente uma ferramenta que serve a velha estrutura cerebral como forma de suportar o nosso instinto de
sobrevivência. O que interessa é que a sua actividade tem tendência a controlar estruturas cerebrais mais primitivas e a inibir o processo do nascimento (e também qualquer tipo de experiência sexual).
A natureza encontrou uma solução para ultrapassar a desvantagem humana no período do nascimento. O neocórtex deve estar em descanso, para que as
estruturas cerebrais primitivas possam mais facilmente libertar as hormonas
necessárias. É por isto que as mulheres que dão à luz tem tendência a isolar-se do mundo, a esquecer o que leram ou aquilo que lhes ensinaram; atrevem-se a fazer o que nunca se atreveriam a fazer no dia a dia social (gritar, praguejar, etc.); podem encontrar-se nas posturas mais inesperadas; já ouvi mulheres dizerem posteriormente: ‘Estava noutro planeta’. Quando uma mulher em trabalho de parto se encontra ‘noutro planeta’, isto significa que a actividade do neocórtex foi reduzida. Esta redução da actividade do neocórtex é um aspecto essencial da fisiologia do parto entre os seres humanos.
Este aspecto da fisiologia do parto implica que uma das necessidades básicas
das parturientes é serem protegidas contra qualquer tipo de estimulação do neocórtex. De um ponto de vista prático, é útil explicar o que isto significa e analisar os factores conhecidos que podem estimular o neocórtex humano.

A linguagem, particularmente a linguagem racional, é um desses factores. Quando comunicamos com a linguagem, processamos aquilo que captamos com o neocórtex. Isto implica, por exemplo, que se houver alguém a assistir ao parto, uma das principais qualidades deve ser a capacidade de manter um
perfil baixo e permanecer silencioso, e em particular evitar fazer perguntas directas. Imagine uma mulher em trabalho de parto e já “noutro planeta”. Atreve-se a gritar; atreve-se a fazer coisas que de outra forma nunca faria;
esqueceu-se do que lhe ensinaram e dos livros que leu; perdeu o sentido do tempo e depois encontra-se na posição inesperada de ter de responder a alguém que pretende saber quando urinou pela última vez! Embora seja aparentemente simples, vai provavelmente demorar muito tempo a redescobrir que um assistente de nascimento deve manter-se o mais silencioso possível.

Luzes fortes são outro factor que estimula o neocórtex humano. Os electroencefalógrafos sabem que a actividade cerebral que explora traços pode ser influenciada pelos estímulos visuais. Normalmente fechamos as cortinas e desligamos a luz quando pretendemos reduzir a actividade do nosso intelecto para dormirmos. Isso implica que, de uma perspectiva fisiológica, uma luz fraca deve em geral facilitar o processo do nascimento. Vai também levar algum tempo a convencer muitos profissionais da saúde de que se trata de um problema sério. É notável que logo que a parturiente se encontra ‘noutro planeta’ é espontaneamente levada a posturas que tendem a protegê-la de todos os tipos de estímulos visuais. Por exemplo, pode ficar de gatas, como se rezasse. Para além de reduzir as dores nas costas, esta postura
comum tem muitos efeitos positivos, tais como eliminar a principal razão da angústia fetal (compressão dos grandes vasos ao longo da coluna) e facilitar a rotação do corpo do bebé.
A sensação de ser observada pode também ser apresentada como outro tipo de estímulo do neocórtex. A resposta fisiológica à presença de um observador já foi objecto de estudos científicos. Na verdade, é do conhecimento comum que todos nos sentimos diferentes quando sabemos que estamos a ser observados. Por outras palavras, a privacidade é um factor que facilita a redução do controlo do neocórtex. É irónico que todos os mamíferos não humanos, cujo neocórtex não está tão desenvolvido como o nosso, tenham uma estratégia para dar à luz em privacidade; os que estão normalmente activos à noite, como os ratos, têm tendência a dar à luz durante o dia, e pelo contrário outros, como os cavalos, que estão activos durante o dia, têm tendência para dar à luz durante a noite. As cabras selvagens dão à luz nas áreas mais inacessíveis das montanhas. Os chimpanzés, nossos parentes próximos, também se afastam do grupo. A importância da privacidade implica, por exemplo, que existe uma diferença entre a atitude de uma parteira que se coloca em frente a uma parturiente e a observa, e outra que se limita a sentar-se perto dela.
Também implica que deveríamos ser relutantes ao introduzir qualquer dispositivo que possa ser considerado uma forma de observar, seja uma câmara de vídeo ou um monitor fetal electrónico.
Na verdade, qualquer situação com probabilidades de disparar uma libertação de adrenalina pode também ser considerada um factor com tendência a estimular o neocórtex.

As dificuldades mecânicas do nascimento do Homo Sapiens também se relacionam com o desenvolvimento do cérebro. No final da gravidez, o diâmetro mais pequeno da cabeça do bebé (que não é exactamente uma esfera) é mais ou menos o mesmo que o diâmetro maior da pélvis da mãe (que não é exactamente um cone). O processo evolucionário adoptou uma combinação de soluções para atingir os limites do que é possível.

A primeira solução foi tornar a gravidez o mais curta possível, para que, de certa forma, o bebé humano nasça prematuramente. Além disso descobrimos
recentemente que a mãe grávida pode, até certo ponto, adaptar o tamanho do feto ao seu próprio tamanho, modulando o fluxo sanguíneo e a disponibilidade de nutrientes ao feto. Por isso é que as mães de aluguer mais pequenas com embriões de pais genéticos muito maiores dão à luz bebés mais pequenos do que se espera.

De um ponto de vista mecânico, a cabeça do bebé deve estar o mais flexibilizada possível, para que o diâmetro mais pequeno se apresente antes
da espiral descendente para sair da pélvis materna. O nascimento dos seres humanos é um fenómeno complexo e assimétrico, sendo a pélvis materna mais larga transversalmente à entrada e mais larga longitudinalmente à saída. Um processo de ‘modulação’ pode mudar ligeiramente a forma do crânio do bebé, se necessário.

Ao mencionar as particularidades mecânicas do nascimento humano, não podemos evitar referências e comparações com os chimpanzés, nossos parentes próximos. A cabeça de um chimpanzé bebé no fim da gravidez ocupa um espaço significativamente mais pequeno na pélvis materna, e a vulva da mãe está perfeitamente centrada, para que a descida da cabeça do bebé seja o mais simétrica e directa possível. Parece que desde que nos separámos dos outros chimpanzés e ao longo da evolução da espécie hominídea tem havido um conflito entre o caminhar erecto sobre dois pés e, ao mesmo tempo, uma tendência para um cérebro cada vez maior. O cérebro do Homo moderno é quatro vezes maior que o cérebro da nossa famosa antepassada Lucy. Existe um conflito na nossa espécie porque a pélvis adaptada à postura erecta deve ser estreita para permitir que as pernas se aproximem sob a coluna vertebral, o que facilita a transferência de forças das pernas para a coluna vertebral durante a corrida. Uma postura erecta é o pré-requisito para o desenvolvimento do cérebro. Conseguimos transportar pesos pesados na cabeça quando estamos levantados. Os mamíferos que andam sobre quatro patas não conseguem fazê-lo. Aparentemente, é por isso que o processo de evolução encontrou outras soluções que não uma pélvis feminina alargada para tornar possível o nascimento do ‘primata com o cérebro grande’: quanto mais rapidamente corriam os nossos antepassados, mais probabilidades tinham de sobreviver.

Ambientes culturais

Outra diferença entre os humanos e os outros mamíferos é que os efeitos de um processo de nascimento perturbado no comportamento materno são muito mais evidentes a um nível individual em mamíferos não humanos.
Inúmeras experiências confirmaram que o comportamento maternal de mamíferos não humanos pode ser dramaticamente perturbado pela anestesia geral. Há quase um século, na África do Sul, Eugene Marais fazia experiências para confirmar a sua intuição de poeta segundo a qual existe uma ligação entre a dor do nascimento e o amor materno.(1) Estudou um grupo de sessenta gamos Kaffir, sabendo que não havia registo de sequer uma mãe que rejeitasse uma cria desde há quinze anos. Administrou às fêmeas em trabalho de parto um pouco de clorofórmio e éter, reparando que as mães posteriormente se recusavam a aceitar os recém-nascidos. O comportamento maternal foi também muito perturbado pela anestesia local. Na década de 1980, Krehbiel e Poindron estudaram os efeitos da anestesia epidural entre as ovelhas em trabalho de parto.(2) Os resultados deste estudo resumem-se facilmente: quando as ovelhas dão à luz com anestesia epidural, não tratam dos cordeiros.
Hoje em dia, são comuns as cesarianas na medicina veterinária, particularmente entre os cães. Isto é possível desde que os seres humanos compensem um comportamento maternal frequentemente inadequado, prestem assistência ao processo da amamentação e forneçam, se necessário,
substitutos comerciais do leite canino. Os efeitos de uma cesariana no comportamento maternal dos primatas estão bem documentados, porque diversas espécies de macacos são utilizados como animais de laboratório. É este o caso dos ‘macacos-caranguejeiros’ e dos macacos Rhesus.(3) Nestas espécies, as mães não tomam conta dos bebés após uma cesariana; o pessoal do laboratório tem de espalhar as secreções vaginais no corpo do bebé para
induzir o interesse da mãe pelo recém-nascido.
Não é necessário multiplicar os exemplos de experiências com animais e observações por veterinários e cientistas que lidam com primatas para convencer ninguém de que uma cesariana, ou simplesmente a anestesia necessária para a operação, pode alterar dramaticamente o comportamento materno dos mamíferos em geral.
Neste aspecto os seres humanos são especiais. Milhões de mulheres em todo o mundo tomam conta dos bebés após uma cesariana, um parto com epidural ou um ‘parto com sedação total’.
Sabemos por que razão o comportamento dos seres humanos é mais complexo e mais difícil de interpretar que o comportamento dos outros mamíferos, incluindo primatas.(4) Os seres humanos desenvolveram formas sofisticadas de comunicar. Falam. Criam culturas. O seu comportamento é influenciado menos directamente pelo equilíbrio hormonal e mais directamente pelo ambiente cultural. Quando uma mulher descobre que está à espera de bebé, pode antecipar a demonstração de alguns comportamentos maternais. Mas isto não significa que não possamos aprender com os mamíferos não humanos. As respostas comportamentais espectaculares e imediatas indicam as questões que deveríamos levantar sobre nós mesmos.
No que toca aos seres humanos, as perguntas devem incluir termos como “civilização” ou “cultura”. Por exemplo, se os outros mamíferos não cuidam dos bebés após uma cesariana, devemos em primeiro lugar perguntar-nos: ‘Qual o futuro de uma civilização nascida de cesariana?’
Os ambientes culturais não só atenuam os efeitos de uma alteração no equilíbrio hormonal durante o processo de nascimento como podem também
interferir com o processo do nascimento. Por outras palavras, todas as sociedades que conhecemos perturbam os processos fisiológicos que rodeiam o nascimento.
Interferem através dos assistentes de nascimento que frequentemente estão activos e até invasivos. Originalmente, as mulheres tinham provavelmente uma tendência para dar à luz junto à mãe ou a outra mulher experiente da família ou da comunidade. São estas as raízes das parteiras. Uma parteira é originalmente uma figura maternal. Num mundo ideal, a nossa mãe é o protótipo da pessoa com quem nos sentimos seguros sem nos sentirmos observados nem julgados. Em muitas sociedades, o assistente do nascimento tornou-se um guia e ajudante.
A transmissão de crenças e rituais é a forma mais poderosa de controlar o processo do nascimento e particularmente a fase do trabalho de parto entre o
nascimento do bebé e a saída da placenta. Mencionemos apenas, como exemplo, a crença de várias culturas segundo a qual o colostro é impuro ou
prejudicial, até mesmo uma substância a extrair e eliminar. Esta atitude negativa relativamente ao colostro implica que, imediatamente após o nascimento, o bebé deva estar nos braços de outrem que não a mãe. É esta a origem de um ritual generalizado e enraizado, que é o de nos despacharmos para cortar o cordão.
Não conseguimos elaborar uma lista exaustiva de todas as crenças e rituais
conhecidos que perturbam os processos fisiológicos. Também não conseguimos mencionar todas as crenças que reforçam a atitude comum relativamente ao colostro. É este o caso, por exemplo, das crenças partilhadas por diversos grupos étnicos da África Ocidental segundo as quais a mãe não deve olhar para os olhos do recém-nascido, para que ‘os maus espíritos não entrem no corpo do bebé’.

Devemos tomar consciência de que o ambiente cultural do séc. XXI está a transmitir as suas próprias crenças, particularmente no que diz respeito ao estabelecimento do parto natural. Estas crenças também contrariam aquilo que podemos aprender a partir das perspectivas fisiológicas e do comportamento dos outros mamíferos.

Por exemplo, é comum comparar as parturientes com atletas como corredores de maratonas, a quem se aconselha que consumam grandes quantidades de hidratos de carbono, proteína e fluidos antes de iniciar um grande esforço físico.
Muitos assistentes de nascimento são influenciados por estas comparações e incentivam as mulheres a comer coisas como massa no início do trabalho de parto, e a beber qualquer coisa doce quando o trabalho de parto está estabelecido. Na verdade, quando a primeira fase está a avançar, é sinal de que os níveis de adrenalina estão baixos. Depois a parturiente tem tendência a ficar imóvel. Quando todos os músculos junto ao esqueleto estão em descanso, como quando a mãe está deitada sobre um lado ou de gatas, gasta-se muito pouca energia. Além disso, quando o trabalho de parto evolui
facilmente, é sinal de que o neocórtex está em descanso. O neocórtex é o outro órgão do corpo humano cujo principal combustível é a glucose. Comparar uma parturiente com uma atleta da maratona pode levar a outros erros, tal
como sobrestimar a necessidade de água. Na verdade, as parturientes não perdem muita água, uma vez que os níveis da hormona pituitária de retenção de água (vasopressina) são altos e os músculos junto ao esqueleto não estão activos. Uma bexiga cheia é outro preço a pagar pela analogia com a maratona. Da mesma forma, as mulheres em trabalho de parto são frequentemente aconselhadas a andar. No entanto, o facto de uma mulher em
trabalho de parto não sentir necessidade de se levantar e andar é bom sinal. Significa que o nível de adrenalina está provavelmente baixo. Durante a primeira fase de um parto fácil e rápido, as mulheres estão muitas vezes passivas, por exemplo de gatas ou deitadas. Sugerir qualquer tipo de actividade muscular pode ser contraproducente, até cruel.

Pontos de viragem

Quais as vantagens evolucionárias deste leque de crenças e rituais que tendem a desafiar o instinto protector maternal durante um curto período de tempo considerado crítico no desenvolvimento da capacidade de amar?
No contexto científico actual, pensamos em fazer as perguntas desta forma, porque as respostas podem ser sugeridas. Desde a altura em que a estratégia básica da sobrevivência da maior parte dos grupos humanos era dominar a Natureza e dominar outros grupos humanos, foi uma vantagem tornar os seres humanos mais agressivos e capazes de destruir a vida. Por outras palavras, foi uma vantagem moderar a capacidade de amar, incluindo o amor à Natureza, ou seja, o respeito pela Mãe Terra. Foi uma vantagem perturbar os processos fisiológicos no período do nascimento, particularmente na terceira fase do trabalho de parto, que é hoje em dia considerada crítica no desenvolvimento da capacidade de amar. Ao longo dos milénios tem havido uma selecção de grupos humanos segundo o potencial de agressão que apresentam. Todos somos frutos dessa selecção.
Estas considerações devem ser tidas em conta no contexto do séc. XXI.
Estamos numa altura em que a Humanidade tem de inventar estratégias de sobrevivência radicalmente novas. Hoje em dia estamos a chegar a uma percepção dos limites das estratégias tradicionais. Temos de levantar novas questões, tais como: “como desenvolver esta forma de amor que é o respeito pela Mãe-Natureza?” Para parar de destruir o planeta necessitamos de uma espécie de unificação da aldeia planetária.
Precisamos mais do que nunca das energias do Amor. Todas as crenças e rituais que desafiem o instinto maternal protector e agressivo estão a perder as vantagens evolucionárias. Temos novos motivos para perturbar os processos fisiológicos o menos possível. Temos novos motivos para redescobrir as necessidades básicas das mulheres em trabalho de parto e dos
bebés recém-nascidos. Este ponto de viragem na história da humanidade ocorre numa altura em que a história do nascimento também se encontra num ponto de viragem. Embora todas as sociedades tenham tido no passado uma tendência para controlar este evento, a situação é radicalmente nova no início do séc. XXI.(Cool Até há pouco tempo, uma mulher não podia ser mãe sem libertar um fluxo de hormonas, que constitui na verdade um complexo cocktail de hormonas do amor. Hoje em dia, na fase actual do parto industrializado, a maior parte das mulheres tem bebés sem confiar neste cocktail de hormonas. Muitas têm uma cesariana que pode ser decidida e executada antes de ter início o trabalho de parto.
Outras bloqueiam a libertação das hormonas naturais fiando-se em substitutos (normalmente oxitocina sintética no soro, mais uma anestesia epidural). Até as que acabam por dar à luz sem medicação recebem muitas vezes um agente farmacológico para fazer sair a placenta numa altura crítica da relação entre a mãe e o bebé.

Sublinhemos que uma injecção de oxitocina sintética não tem efeitos a nível
comportamental, porque não atravessa a barreira entre o sangue e o cérebro.
A questão inspirada por estas práticas tão disseminadas tem de ser colocada
em termos de civilização.

Um método prático

Uma vez que é urgente melhorar a nossa compreensão dos processos fisiológicos, aparece um método prático como ajuda adequada para redescobrir as necessidades básicas das parturientes. Pode ser resumido numa frase: no que toca ao trabalho de parto, parto e nascimento, há que eliminar o que é especificamente humano e atender às necessidades do mamífero. Eliminar o que é especificamente humano implica que o primeiro passo deve ser livrarmo-nos do resultado de todas as crenças e rituais que, durante milénios, perturbaram os processos fisiológicos em todos os ambientes culturais conhecidos. Implica ainda que a actividade do neocórtex, a parte do cérebro cujo enorme desenvolvimento é um traço exclusivamente humano, tem de ser reduzida. Implica ainda que a linguagem, que é especificamente humana, deve ser utilizada com muita precaução.
Atender as necessidades do mamífero significa em primeiro lugar satisfazer a
necessidade de privacidade, uma vez que todos os mamíferos têm uma estratégia para não se sentirem observados quando dão à luz. Também significa satisfazer a necessidade de segurança. É significativo que, quando uma mulher em trabalho de parto tem total privacidade e se sente segura, acaba por se colocar em posturas caracteristicamente mamíferas, por exemplo de gatas.

É comum alegar que o nascimento tem de ser ‘humanizado’. Na verdade, a prioridade deveria ser ‘mamiferizar’ o nascimento. De certa forma, há que desumanizar o nascimento.

Compartilhando nossa experiência particular, quando nasceu nossa filha:

Com calma e carinho explicamos com antecedência aos nossos amigos e familiares que não levassem a mal, mas que, como pais, sentíamos uma necessidade muito grande de tranquilidade e intimidade com nosso bebê nos primeiros dias após o nascimento.
Pela maioria das pessoas fomos olhados primeiramente com estranhamento, pois todos estavam prontos para irem em procissão ao hospital. Mas, em seguida compreenderam e respeitaram com carinho.
Resultado: descanso merecido para a mãe (e pai) que acabava de ganhar a criança, tranquilidade para o bebê em seu primeiro contato com tantas coisas novas, total atenção voltada ao sucesso da amamentação (e foi um verdadeiro sucesso, conseguimos vencer todas as dificuldades e nossa filha parou de mamar há um mês, com dois anos e três meses!!!!)…
Além desse pedido carinhoso aos amigos e família, fizemos uma
plaquinha (utilizando um símbolo internacional de amamentação) que usávamos na porta do quarto, com resultado muito, muito eficiente e contagiante (várias mães e pais nos pediam cópia da placa – e já tínhamos levando algumas cópias para distribuir, pensando justamente no “poder” do “contágio”).

Sou totalmente partidária em mudar essa mentalidade da invasão de visitas no hospital!! Certamente se a própria instituição puder fazer algo neste sentido, vai ajudar muitos pais e mães que se sentiriam mal em anunciar um pedido como este.

Pedimos àqueles que forem utilizar a placa, por favor, que nos mandem toda e qualquer notícia sobre a a sua aceitação/repercusão e/ou resultados (se ajudou a criar um ambiente mais propício à amamentação; se foi aceita pelos pais; se a instituição aprovou…), para podermos reunir todos os dados e mandar notícias às redes.

abração e carinho,

Maria Alice e Esteban Papanicolau

www.integria.com.br

Picada Café – RS

A vida sem TV

Encontrei um site que tenta emplacar um movimento para desligar a TV……http://www.desligueatv.org.br/ Vale a pena entrar e conhecer o site. O ponto quente do site são alguns  artigos relacionados ‘a televisão. Mas computador também exerce uma função paralisante sobre as pessoas….Será que um dia conseguiremos usá-los com sabedoria e moderação???

Um dos artigos que peguei do site:

10 razões para uma vida sem TV!
Devem existir pelo menos a mesma quantidade de razões para desligar a televisão quanto existem participantes da Semana Desligue a TV. No ano passado foram 7.6 milhões de pessoas pelo mundo.

Porque desligar a TV? Aqui estão as 10 principais razões:

10) Porque telejornais são superficiais. Nas palavras de David Brinkley, “A função que os telejornais desenvolvem melhor é quando não tem noticias no dia, nós passamos isso para você com a mesma ênfase do que se tivesse uma noticia”.

9) Para você poder gastar um tempo com sua família e amigos. Como notou T.S. Eliot, “A característica mais marcante da televisão é que ela permite que milhões de pessoas rirem ao mesmo tempo e ainda se sentirem sozinhas”.

8) Porque seus filhos não precisaram ver o sexo e a violência. De acordo com o apresentador Ted Tuner, “a TV é o fator individual mais significante que contribui com a violência na América”.

7) Porque programas de TV, mesmo educacionais, existem para vender coisas para você. Nas palavras de um executivo da NBC “Nós vendemos olhos para os anunciantes”.

6) Porque crianças precisam de tempo para brincar e interagir entre si. De acordo com a Aliança para a Infância, brincar é tão importante para o desenvolvimento da criança fisicamente, academicamente e socialmente que todos o dia deveria ser dia da brincadeira, contudo, muita TV acaba com o valioso tempo para brincadeiras.

5) Porque você pode ver como está o tempo só olhando pela janela ou saindo de casa.

4) Porque crianças que assistem menos TV são na maioria dos casos melhores leitores. Fato: De acordo com Carol Rasco, presidente da Leitura é Fundamental, a média de um livro infantil tem um vocabulário melhor do que a média de um programa de televisão do horário nobre.

3) Porque se envolver com decisões da nossa democracia é nosso direito, um privilégio e até um dever. Como observou o sociólogo de Harvard, Robert Putnam, a cada hora assistindo televisão está associada com menos envolvimento comunitário, enquanto que cada hora de leitura de jornais é associado com mais envolvimento.

2) Porque para pessoas de todas as idades, desligar a TV ajuda a manter a forma e a saúde. “O jeito mais fácil de reduzir a inatividade é desligando a TV. Quase qualquer outra coisa usa mais energia do que assistir TV”, disse William Dietz, diretor da Divisão de Nutrição e Atividades Físicas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

1) Porque você realmente precisa de mais tempo, não menos. Entre 1965 e 1995, os americanos ganharam em média seis horas por semana de tempo livre, mas gastam quase o total desse tempo assistindo TV, de acordo com Robert Putman, autor de Bowling Alone.

Vida no ventre

 

Clique na imagem e tenha acesso a arquivos com partes deste documentário incrível da National Geographic sobre gestação.

(clique na imagem para conhecer)

Foi idealizado por um pai que achou chata essa estoria de ter que anotar a hora que a contração começa/acaba e ter que ficar calculando o tempo entre elas. Super simples de usar, mesmo pra quem não entende muito inglês. O único trabalho é apertar “s” no início da contracao e “s” no fim.

parteiras

Nos links abaixo, uma linda e emocionante reportagem sobre as parteiras

aqui

aqui

e

aqui

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