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Violência educativa

“Há 200 anos atrás, era comum a violência doméstica. Hoje em dia, nós não podemos imaginar. Na verdade, tenho a certeza que não te passa pela cabeça bater na pessoa que limpa a sua casa porque ela esqueceu uma sujeira no chão.

No início do século 20, foi considerado absolutamente normal bater em sua própria esposa. Todos conhecem o ditado: “Bata na sua esposa, se você não sabe porquê, ela sabe.” Bem, infelizmente, esta prática continua a existir, mas hoje é condenado por todos, pelo menos publicamente.

De fato, hoje, a única categoria de pessoas que é socialmente aceitável bater, é em nossos filhos. Enquanto os nossos filhos são, a priori, as pessoas que mais amamos no mundo, e que temos aliás, o dever de protegê-los.

Então eu não sei vocês, mas acho que este paradoxo sempre mexeu comigo.

Quando me tornei mãe, me fiz as seguintes perguntas:

Primeiramente, deve-se banir a violência educativa? Isso é realmente tão grave?

Em segundo lugar, se assim for, então como podemos fazer para evitá-la?

E, finalmente, por que é tão difícil não bater em seus filhos?

Portanto, a primeira pergunta: É realmente tão grave? Como se costuma dizer, afinal, umas palmadas não faz mal à ninguém!

Mas sim! Primeiro, um estudo mostrou que mais crianças tivessem recebido espancamentos durante a sua infância, maior a tendência a terem acidentes automobilísticos. Deve-se saber que, a cada tapa ou palmada, a criança se endurece um pouco mais. Ela se blinda para se proteger da dor, do medo e da raiva. De certa forma, ela aprende a permanecer insensível frente ao perigo. Eu não sei o que você pensa, mas eu acho que essa não é uma habilidade que gostaria de ensinar a meus filhos. Pelo contrário, eu realmente quero que eles aprendam a se proteger dos perigos da vida.
Depois, você pode deve saber que o mal trato grave começa sempre com uma palmada. Nos países nórdicos foi observada uma reduçao significativa de mals tratos graves após a proibição da violência educativa.

Mas o principal motivo que eu encontrei para não bater em minhas crianças é simplesmente uma questão de bom senso. A criança aprende pelo exemplo. Quando batemos em nosso filho, estamos lhe ensinando, por exemplo, que: – o mais forte tem sempre razão – que tudo bem bater em alguém menor do que eles próprios – de que é aceitável usar a violência para resolver um conflito.

Mas para não usar violência na educação de meus filhos, tive de encontrar soluções alternativas! Porque, obviamente, substituir a violência física pelo abuso verbal é trocar seis por meia duzia.

Uma dica é ler. Existem muitos livros sobre o assunto. E existem associações cuja missão consiste em ajudar os pais a encontrar outras soluções. Nos países cuja palmada foi proibida, os pais também passam por aulas para aprender os métodos de educação sem violência.

Por que também, é fora de cogitação deixar o fato passar. Conosco há regras, como em toda a parte. Mas eu tento garantir que elas sejam adequadas para a idade e as capacidades do meu filho. Muitas vezes, essas regras são estabelecidas em colaboração com os meus filhos: é muito mais fácil de aplicar uma regra em que temos participado na sua elaboração.

E quando a regra foi quebrada, o erro ocorreu, eu me concentro em reparar o problema, e não sobre a acusação. Eu prefiro que os meus filhos gastem sua energia para desenvolver estratégias para reparar seus erros e evitar a reprodução em vez de perderem a sua energia para ocultar seus erro é tomada para evitar uma palmada ou repressão. Isso acontece hoje em dia normalmente, mas nem sempre foi tão fácil. Apesar de toda a minha boa vontade, algumas vezes, as palmadas saíram sem que eu pudesse me controlar. E eu me perguntei muito tempo porque é assim tão difícil.

E então eu percebi que educar as crianças já é desgastante, tanto fisicamente e moralmente. Aqueles de vocês que têm filhos vão concordar comigo, eu tenho certeza! E quando se está esgotada, temos menos energia ainda para fazer algo novo. E temos a tendência para voltar aos métodos que nós conhecemos. E o que conhecemos, em geral, inclui tapas, espancamentos com cintos ou o que tiver ao alcance, puxão de orelha e até mesmo alguns dos chutes…

A legitimidade deste tipo de violência é bem enraizada em nós. Quando crianças, tomávamos uma bofetada e em geral, foi-nos dito que era “para o nosso bem.” E os pais sempre dizem a verdade. Então acreditamos.”

traduzido de http://www.alterenfance.fr/category/Education

Mas essa é outra discussão. Muito complexa por envolver questões profundas de nossa criação, a relação que desenvolvemos com nossos pais. Entrar nesta discussão exige, em muitos casos, anos de terapia porque nos deparamos com sentimentos de humilhação, dor, raiva e tristeza. Alguém mentiu? Houve maldade em algum momento? São questões que podemos nos colocar ao analisar nossa educação.

Talvez ninguém tenha mentido. Nossos pais também acreditavam no poder das palmadas.

Na minha opinião (Ana), é muito mais fácil optar pela palmada como remédio. É a explosão, a falta de controle. Com a palmada, nós nos libertamos da raiva e a passamos adiante. Neste caso, para os nossos filhos.

Apesar de não ser fácil se desvencilhar das influências negativas de nossa educação e de controlar nossos momentos de cansaço e nervosismo, é perfeitamente possível criar nossos filhos sem violência. Mas sempre haverão argumentos como: “Eu apanhei quando criança e eu não estou morta.” “Eu sou quem eu sou hoje (com orgulho) por causa das palmadas na hora certa”.

Acho que até eu já disse isso.

Eduquemos e acreditemos no amor. Nossos filhos não são vilões. E eles precisam de nossa direção para seguirem.

Beijos.

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3 Respostas

  1. concordo em gênero, número e grau!!
    bjs


  2. Oi!!!!!

    Vou mandar para meu marido!!!!
    Ele é uma amor com os filhos, mas ainda acha que a palmadinha na mão é uma ótima solução e faz dele uma referência…..
    Espero que ele mude de idéia!



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