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Archive for the ‘amamentação’ Category

Mamaço Nacional

Nos encontraremos na Marquise do Parque do Ibirapuera 
Entrada pelos portões 3, 6 e 10
Como chegar ao parque: http://www.parquedoibirapuera.com/como-chegar.php

14h- Recepção dos participantes

15h – Apresentação do Grupo Materna em Canto

15:20h – Slings – Rosangela Alves (Sampa Sling)
Eloisa Arruda (Maria Naná Wrap Slings)

15:50h – A importância do Ato de Amamentar – Simone de Carvalho (Aleitamento Materno Solidário)

16:10h – Empoderamento – Fabíola Cassab (WABA)

16:30 – Grupos de apoio – Flávia Gontijo (Matrice)

16:50 – Vivência Reflexologia em Bebês – Mércia de Moraes (Recanto Mãe Coruja)

17:20 – Brincar é coisa séria – Ana Thomaz (Vida Ativa)

Pedimos que para ficar mais confortável, as mamães levem suas cangas e toalhas para forrar a grama.
Não esqueçam de levar um lanche para um pic-nic coletivo.

Aceitaremos doações de roupas de bebê para levarmos à uma entidade.

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Kalu Brum se surpreendeu ao receber um e-mail do facebook que dizia:

Olá, Você carregou uma foto que viola nossos Termos de uso e ela foi removida. O Facebook não permite a publicação de fotos que ofendam um indivíduo ou grupo, ou que possuam nudez, drogas, violência ou outras violações de nossos Termos de uso. Essas políticas são desenvolvidas para garantir que o Facebook continue a ser um ambiente seguro e confiável para todos os usuários, incluindo as crianças que usam o site.

Ao invés de amargar qualquer espécie de frustração, mobilizou um bem sucedido mamaço na famosa rede social para dar à amamentação a visibilidade que merece e que hoje pertence à mamadeira, porque a sociedade parece ter esquecido do que é mais saudável e do que é natural.

Quer participar? Troque a foto avatar de seu perfil por uma foto amamentando e mantenha até o próximo dia 20. Por um mundo que amamenta e não negligencia nossos bebês e crianças! Porque amamentar não é obsceno, é amor!

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Na próxima quinta (12/05/2011), das 14:30h às 17h no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – estação Brigadeiro do Metrô – São Paullo ), haverá um evento pro amamentação. Um grande mamaço em prol do aleitamento em espaços públicos.

Uma mãe foi impedida de amamentar seu bebê no espaço de Exposição do Itaú Cultural, a monitora disse que só era permitido amamentar na enfermaria dos bombeiros, que fica alguns lances de escadaacima. Mas a sala estava fechada. O diretor do Itaú Cultural, ao saber do incidente, imediatamente desculpou-se em nome da instituição, e tomou medidas de treinamento e informação da equipe para que isso não volte a acontecer. Não só a diretoria pediu pública desculpas pelo incidente como a partir disso, oItaú Cultural se orgulha de propagar que é um espaço que dá boas vindas e apóia todas as mães que amamentam.

O Itaú Cultural vai oficialmente apoiar o evento, que de protesto se transformou em evento de promoção do aleitamento em espaços públicos. E lá vai rolar uma apresentação de uma parte do DVD Amamentação sem mistério, visita monitorada à exposição e por fim um lanche de confraternização.


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Traduzido de um artigo de Hilary Dervin Flower, MA – Midwifery Today – Winter 2003

 

É um assunto pouco discutido, mas uma preocupação bastante comum.
A mãe tem toda razão de evitar desmamar um filho mais velho durante a gravidez. O filho que está sendo amamentado ganha com o leite materno, o qual dá reforços à nutrição e ao sistema imunológico da criança. Desmamar antes dos dois anos de idade pose aumentar o risco daquela criança adoecer.

Preocupações:
*Medo de entrar em trabalho de parto precocemente ou de ter um aborto espontâneo.
*A amamentação vai roubar os nutrientes do feto.
*É demais para o corpo da mãe, ela ficaria cansada.

Amamentação e contrações:

A estimulação do mamilo estimula a liberação de ocitocina (hormônio). A ocitocina é importante na amamentação porque controla a ejeção do leite. A ocitocina também estimula o útero a contrair. A estimulação do mamilo pode intensificar o trabalho de parto se o mesmo já estiver acontecendo. A amamentação depois do parto ajuda o útero (com contrações) a voltar ao tamanho que tinha antes da gravidez.

A amamentação NÃO inicia o trabalho de parto antes da hora certa!

O útero tem receptores sensíveis à ocitocina (células que detectam a presença da ocitocina e causam uma contração). Normalmente, durante as primeiras 38 semanas da gravidez o útero tem poucos destes receptores, os quais aumentam em número aos poucos depois disto até chegarem a 300 vezes mais quando o trabalho de parto já houver iniciado. Isto protege a gravidez.

Também há outros fatores que protegem a gravidez. Para que os receptores possam responder à ocitocina, eles precisam de um tipo de proteína especifica. A progesterona (outro hormônio) bloqueia a conexão entre a ocitocina e os receptores.

A ocitocina sozinha não é capaz de iniciar o trabalho de parto. O útero está na fase de carregar o bebê, bem protegido contra um trabalho de parto precoce.

Várias mulheres entrevistadas e que fizeram parte de pesquisas notaram que sentiam contrações quando o filho estava mamando, mas que as contrações paravam logo depois (dentro de 10 – 15 minutos) da sessão.

É sempre uma decisão da mulher. Numa gravidez saudável não é arriscado amamentar. Numa gravidez de risco a decisão pode ser mais complicada, mas ainda é possível. Existem mulheres que amamentaram durante uma gravidez de alto risco, até mesmo durante uma ameaça de trabalho de parto prematuro, e deram à luz filhos sadios à termo (entre 38 a 42 semanas). Outras acharam melhor desmamar por causa da sua situação. Todas as mulheres devem conhecer os sinais de trabalho de parto precoce. Se perceberem contrações preocupantes devem parar a sessão de amamentação e ver se as contrações cessam. (Seu médico ou parteira também pode querer avaliar o efeito da amamentação sobre o útero – contrações, batimentos cardíacos do bebê, ou colo uterino).

Comendo por três

Uma mulher é capaz de comer o suficiente para o seu feto, sua produção de leite e ela mesma?

Uma dieta básica com alimentos variados e calorias suficientes vai cobrir a maioria das necessidades de mulheres que estão amamentando ou grávidas.

Mulheres já com algum nível de desnutrição podem ter dificuldades, mas uma mulher bem nutrida tem pouca razão para se preocupar.

Reservas de gordura são esvaziadas durante a amamentação exclusiva. Quando o bebê começa a comer outras coisas e continua mamando, as reservas de gordura da mãe voltam aos poucos. Quanto mais tempo ela amamenta, maior quantidade de gordura ela recupera (**nota – é saudável e natural para a mulher ter estas reservas – para manter a gravidez e a amamentação**). Mas se ela engravidar logo depois, ela não vai recuperar estas reservas, e se ela estiver desnutrida e resolver amamentar durante a gravidez, as reservas vão diminuir mais ainda.

Outra preocupação relacionada à amamentação durante a gravidez é com a saúde dos ossos da mulher. Pesquisas mais recentes mostram que a mulher recupera a densidade mineral dos ossos quando o bebê começa a comer outras coisas, e aos 12 meses de idade da criança a densidade mineral dos ossos da mãe deve ter voltado ao normal.

E as necessidades do feto? Pesquisas mostram que as mães que ganharam peso suficiente durante a gravidez tiveram bebês de peso normal (2,52 a 4,93kg). Se a mulher estiver desnutrida (ou sem condições de aumentar sua ingestão alimentar) ela pode ter dificuldades de ganhar peso suficiente na gravidez ou seu bebê pode nascer com peso abaixo do normal. A recomendação de saúde pública, considerando que o desmame precoce pode prejudicar a saúde do bebê, é de dar um maior intervalo entre os filhos.

A produção de leite normalmente diminui no meio da gravidez. As duas perguntas mais importantes são: “Ela está mantendo seu apetite?” e “Ela está ganhando peso dentro do padrão esperado?” Ela precisa ganhar o mesmo peso que ganharia se não estivesse amamentando (meio quilo por semana depois de 20 semanas de gravidez). É preciso avaliar como aumentar o consumo da mãe – se ela estiver com dificuldades. Também é necessário avaliar a hidratação materna. A cor da urina indica: amarela clara – bem hidratada; amarela escura – desidratação.

A sensação de bem-estar da mãe diz tudo. O que o corpo da mãe está dizendo a ela?

A mulher deve estar empoderada e escutar a sabedoria do seu corpo enquanto ela cuida do seu filho e da sua gravidez.
Os hormônios da gravidez podem causar desconforto para a mãe durante a amamentação. Dói! Não sempre, mas para a maioria das mulheres a amamentação provoca alguma dor, a qual poderá ser mais forte numa fase da gravidez do que em outra. Ela também pode se sentir agitada, querendo tirar a criança do peito. A mãe que sente-se comprometida com a continuidade da amamentação pode precisar de apoio durante sua adaptação a estes desconfortos.

É fundamental ajudar cada mulher a processar suas necessidades e escolhas, e apoiá-la em sua decisão de desmamar ou de diminuir o número de mamadas do mais velho.

Hilary Flower – autora do livro Aventuras na Amamentação Tandem: Amamentação durante a gravidez e depois (Adventures in Tandem Nursing: Breastfeeding During Pregnancy and Beyond – 2003).

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trecho do livro Un Regalo Para Toda La Vida do pediatra Carlos González

A amamentação nos primatas superiores não é puramente instintiva. É preciso uma aprendizagem por observação, aprendizagem que na natureza se dá de forma espontânea. Mas muitas mães dão à luz sem nunca haver visto outra mulher dar de mamar. Algumas nem sequer tiveram outro bebê nos braços. Muitas adolescentes não passaram pela experiência de ver uma mãe cuidando do seu filho apesar de terem feito um bico de babysitter, cuidando o bebê (e dando mamadeira) quando a mãe está ausente.

Por outro lado, é relativamente fácil ver bebês tomando mamadeira. Nos parques, nos filmes, nas fotos de revista. Isso contribue para que, em muitos países europeus, as imigrantes dêem menos peito que as autóctonas. As turcas que moram na Suécia, por exemplo, não só dão menos peito que as que ficaram na Turquia, também dão menos peito que as suecas. A Suécia é um dos países da Europa onde mais se dá o peito, mas as imigrantes não ficaram sabendo. Não entendem os livros, não têm amigas com quem falar, só podem ver as fotos das revistas e chegam à conclusão de que “a mamadeira deve ser melhor, porque aqui é o que tomam todos os bebês”.

Como dar mamadeira sim, já viram muitas vezes, em fotos ou ao natural, muitas mães tentam dar o peito segurando o bebê como se fossem dar uma mamadeira, com a cabeça no cotovelo e olhando pra cima. Dessa maneira, o bebê tem que virar e dobrar o pescoço e quase não chega ao peito.

Também a arte pode oferecer modelos inadequados. Em muitos quadros o menino Jesus mama sentado e com o pescoço torcido. Mas, preste atenção ao menino, costuma ter vários meses e ás vezes um ou dois anos. Os recém nascidos, verdade seja dita, não são muito fotogênicos; o quadro fica melhor com um bebê maiorzinho. E em alguns quadros o menino nem sequer está mamando, está olhando o pintor (tão interessante, claro) enquanto dá uma bela puxada no peito da mãe.

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No início, a perturbação do padrão de sono normal dos pais pela chegada do bebê pode ser a parte mais difícil de ser um novo pai e mãe. Isso é ainda mais verdadeiro se você também tiver outro filho de 1 ano e meio-3 anos que ainda acorda à noite, ou se levanta muito cedo pela manhã. Contudo, com o tempo você acaba se acostumando a acordar à noite e meios efetivos de se maximizar o sono podem ser encontrados. “Como os bebês devem dormir” é atualmente um tema controverso na nossa sociedade e você provavelmente vai encontrar conselhos contraditórios de especialistas, o que pode ser bastante confuso para você e o seu bebê. Dormir é como nós descansamos. Não precisa se tornar uma “batalha do sono” com o seu bebê, na qual os padrões de sono instintivos dele se conflitam com as suas expectativas ou os conselhos dos especialistas. Os padrões de sono dos bebês mudam à medida  que eles se desenvolvem. Embora o sono infantil siga um padrão geral, há variações nesse padrão, que dependem do temperamento e fisiologia de cada bebê. Alguns bebês são naturalmente mais “acordadores” que outros, desde o início. Muitos bebês com padrões de acordadas noturnas normais, mas frequentes, acabam rotulados como tendo um problema de sono ou sendo “difíceis à noite” Alguns pais têm expectativas não realistas sobre seu bebê e podem lutar por meses, tentando fazer com que seu filho tenha um padrão de sono que não se adequa à sua fisiologia. É importante não vincular rótulos de “bom” ou “mau” para os padrões naturais de sono do seu bebê e tentar achar uma forma de parentagem que leve esses padrões em consideração e também funcione para você. Há várias opções que você pode levar em conta para alcançar uma harmonia noturna. Ambos pais devem se sentir bem com a forma de dormir e abertos a fazerem modificações, se o plano inicial não funcionar. Passem mais tempo ouvindo um ao outro e dividindo seus sentimentos, dúvidas e pontos de vista no assunto. Se vocês têm idéias diferentes, tentem alcançar um acordo sobre a abordagem que os deixa mais confortáveis, e estejam prontos a continuar conversando e revendo sua decisão juntos, à medida que os padrões e ritmos individuais do bebê emergem e se alteram.No que se refere ao sono do bebê, há duas abordagens principais. Por um lado, a  abordagem do  “attachment parenting” se propõe a trabalhar em harmonia com os padrões biológicos do bebê, com suas necessidades de desenvolvimento e emocionais, à noite, assim como de dia. Isso envolve ficar perto do bebê à noite e é chamado cama compartilhada(“co-sleeping”). É baseado em precedentes históricos e evolucionais, em que bebês do mundo todo têm dormido junto com suas mães, dividido seu ambiente físico e calor humano, amamentando espontaneamente durante a noite. Quando isso funciona bem, miraculosamente o ritmo de sono da mãe se ajusta ao do bebê, tornando as mamadas noturnas muito menos cansativas. As tendências  atuais  de parentagem são mais centradas no adulto, criadas para treinar bebês a acomodarem seus padrões de sono para se adequarem às demandas da vida adulta. Nos dias atuais, muitas pessoas têm um estilo de vida pressionado pelo tempo, de movimento rápido e orientado pela carreira, que requer sono ininterrupto à noite. Essas pessoas podem, portanto, ser atraídas por um método de “treinamento de sono” que prometa que seu filho pode ser ensinado a dormir sozinho desde cedo. Pode ser dito que nossa sociedade é obcecada com fazer os bebês “dormirem a noite toda” o mais cedo possível. Geralmente isso vai contra a fisiologia do bebê. O treinamento de sono pode ser conveniente para os adultos envolvidos, mas há algumas objeções fortes que você pode querer considerar antes de ir por esse caminho. Há também em uso soluções de “attachment parenting” para pais ocupados, que podem minimizar o impacto da separação temporária de seu filho. Uma razão importante porque bebês acordam é para serem alimentados. Bebês são acostumados a se alimentar continuamente o dia todo no útero. Aprendera comer apenas durante o dia é um processo lento que ocorre quando o bebê está fisiologicamente pronto, assim como aprender a sentar e engatinhar. O leite materno é digerido rapidamente e os bebês tendem a se alimentar periodicamete durante a noite, assim como durante o dia, por pelo menos alguns meses. O estômago deles é muito pequeno para segurar um suprimento que dure a noite toda. Para alguns bebês isso pode continuar por um ano ou mais. A prolactina, o hormônio que produz leite, é produzido em maior quantidade durante a noite, quando a mãe está descansando. A mamada noturna estimula a secreção da prolactina. Há um risco para o suprimento de leite da mãe, se a amamentação noturna é eliminada e o nível de prolactina cair. Bebês alimentados com mamadeira podem aguentar até 4 horas entre mamadas, porque o a fórmula de leite de vaca demora mais para ser digerida que o leite materno, mas ainda assim esses bebês precisam ser alimentados durante a noite quando acordam. Um bebê alimentado menos do que deveria pode aparentar estar bem, mas seu desenvolvimento não vai ser ótimo. Há também uma pequena percentagem de bebês pequenos que, quando negados a mamada noturna, podem sofrer desidratação e precisar de cuidados especiais em hospital. Eu recomendo fortemente a cama compartilhada no inicio (“co-sleeping”). Isso quer dizer, em suma, dormir no mesmo quarto que o seu bebê, por um mínimo de seis meses e possivelmente por um ano ou mais. Isso pode ser feito se dividindo a cama com o bebê, dormindo com ele numa distância em que possa ser tocado, ou colocando-o num berço ou bassinete no seu quarto, ou uma combinação flexível dessas opções. Quando seu bebê tiver seis meses é uma boa época para rever seu arranjo de sono e ver se você quer introduzir alguma mudança. O cerne da abordagem da cama compartilhada, essencialmente, não é sobre onde o seu bebê dorme, mas sim aceitar e respeitar o fato de que seu bebê tem necessidades à noite, assim como ele tem durante o dia. Essa abordagem envolve a disposição e comprometimentopara responder ao seu bebê à noite, assim como você faz em qualquer outra hora. Minha confiança nessa abordagem vem das minhas próprias experiências bem sucedidas de cama compartilhada com meus quatro filhos e as observações que eu tenho feito ao longo dos anos, de como a CC funciona bem em várias outras famílias. Qualquer que seja o estilo de dormir que você escolha, nenhuma abordagem é infalível e nada funciona para todo mundo. É essencial escolher o que funciona melhor para a sua família, para o seu bebê, não importando  que outras pessoas façam ou recomendem. Seu tempo de sono é intimo, privado e pessoal e realmente não diz repeito a ninguém mais além de você. Quando decidir sobre seu arranjo de sono, você precisa ser consistente, mas não impor regras tão rígidas que não possam ser flexibilizadas ou revistas se não estiverem funcionando. Você pode perfeitamente precisar improvisar, se seu bebê está ganhando dentes, está passando por um pico de crescimento, está doente e acordando mais, se você está excepcionalmente cansado, ou se sua agenda regular foi perturbada por uma viagem ou feriado. Não há “certos” ou um único jeito de fazer qualquer coisa como mãe e pai. O que é um problema para uma família, pode ser a solução para outra. O objetivo é achar os arranjos para a sua família, que respeitem as necessidades do seu bebê, maximizem o sono e criem harmonia à noite.

http://www.activebirthcentre.com/Pages2/bbd18art6.html

Texto encontrado por Andréia Mortensen e traduzido por Daniela Westfahl

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Publicado em: 03/11/2010 17:31:00

 

Em três anos de existência, o Mama Nenê, programa da Prefeitura de Curitiba que incentiva o aleitamento materno nas creches, beneficiou 649 crianças. O Mama Nenê é realizado em 155 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e em 47 Centros de Educação Infantil conveniados com turmas de berçário (três meses a dois anos de idade).

Em salas reservadas e confortáveis, as mães podem amamentar os filhos com tranquilidade ou retirar o leite para deixar armazenado no lactário. O leite será oferecido em copinhos, posteriormente, aos bebês, pelas educadoras.

Para receber as mães nas creches, incentivar a amamentação ou administrar o leite armazenado, a Prefeitura capacita os profissionais. O programa já qualificou 266 lactaristas e 3.310 educadores, professores, diretores e pedagogos de CMEIs e de creches conveniadas. O treinamento é contínuo.
“O programa é fundamental, é uma sequência às recomendações do pediatra para garantir a saúde da criança. Ao ser amamentada, ela estabelece um vínculo muito forte com a mãe”, disse a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal da Educação, Ida Regina Moro Milléo de Mendonça.

O Mama Nenê soma-se a outras ações da Prefeitura para reduzir ainda mais o coeficiente de mortalidade infantil, como o programa Mãe Curitibana. “Crianças amamentadas até os seis meses exclusivamente com leite materno estão imunizadas e têm a garantia de desenvolvimento saudável. Se a amamentação continuar até o primeiro ano de vida, muito melhor”, disse Ida.

No CMEI Curitiba, do bairro Rebouças, oito mães usam o espaço especialmente reservado para a amamentação. Cadeira confortável, quadros com ilustrações de ursinhos e cortinas coloridas tornam o ambiente acolhedor.

A vendedora Kassyane Fernandes, de 26 anos, aproveita o horário do almoço para amamentar o caçula, Cauã, de seis meses. “Adoro vir aqui, não vejo a hora de chegar este momento. Além de contribuir para que meu filho tenha os benefícios da amamentação, esta é uma oportunidade para ficar pertinho dele”, contou Kassyane, que também é mãe de Jhonatan, de quatro anos de idade.

Suzamar Donizete Da Silva, de 28 anos, amamenta no peito Nicolas, de sete meses. Ela também deixa uma quantidade de leite reservada no lactário do CMEI, para que ele seja oferecido a Nicolas posteriormente, em um copinho, pela educadora. “Tem que ter paciência para tirar o leite, mas sei que, ao amamentar, garanto mais saúde para meu bebê. Ele quase não fica doente”, disse Suzamar.

Ela fez o mesmo com a filha, Nicole, de quatro anos. “Na época eu não estava trabalhando e tive a oportunidade de amamentá-la até os três anos de idade. Ela tem uma saúde de ferro. Sempre que posso, aconselho as outras mães a fazerem o mesmo”.

Fonte: prefeitura de curitiba

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Do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González

A preocupação que as mães apresentam sobre produção suficiente de leite é antiga: séculos atrás, quando todas amamentavam, preces eram direcionadas aos santos e às virgens “especialistas” em leite bom e abundante e as mães usavam ervas e poções com reputação sólida.

Talvez o medo venha da ignorância. As pessoas acreditavam que a quantidade de leite dependia da mãe – havia mães que produziam muito leite e outras que tinham pouco; mães que secretavam leite bom e outras que faziam leite fraco.

Na maioria dos casos, a quantidade de leite não depende da mãe, mas do bebê. Há bebês que mamam muito e outros que mamam pouco e a quantidade de leite será sempre exatamente o que o bebê retira.

Exatamente? Sim. A produção de leite é regulada minuto a minuto pela quantidade de leite que seu bebê tomou na mamada anterior. Se o bebê estava faminto e rapidamente esvaziou o seio, o leite será produzido com grande velocidade. Se, contudo, o bebê não estava muito interessado e deixou o seio meio cheio, a produção de leite será de forma mais lenta. Isso já foi demonstrado através de cuidadosos cálculos medindo o aumento no volume disponível no seio entre mamadas. Para a mãe que tem leite insuficiente, ou seja, menos que o bebê dela necessita, uma das seguintes condições TEM que estar presente:

1. Um bebê que não mama o suficiente (por exemplo, se o bebê está doente, cheio de água com açúcar ou chazinho ou tomou mamadeira);
2. Um bebê que mama, mas incorretamente (por exemplo, se o bebê posiciona a língua incorretamente porque acostumou-se com chupetas ou mamadeiras, ou está fraco porque tem perdido muito peso ou devido a um problema neurológico).
3. Um bebê que não é permitido mamar em livre demanda , porque as pessoas querem alimentá-lo em horários rígidos ou entretê-lo com uma chupeta quando ele mostra sinais de fome.

Além dessas três circunstâncias (ou algumas poucas outras que podem ocorrer muito raramente), praticamente todas as mães tesrão exatamente a quantidade de leite de que o bebê delas necessita.

Alguns dos “sintomas” de pouco leite são: (IRONIA DO AUTOR)
• o bebê chora
• o bebê não chora
• o bebê quer mamar com freqüência inferior a 3 horas
• já se passaram 3 horas e o bebê não está pedindo pra mamar
• o bebê leva mais de 10 minutos para mamar
• o bebê mama e em 5 minutos não quer mais
• o bebê mama de noite
• o bebê não mama de noite
• minha mãe também não teve leite
• minha mãe tinha muito mais leite que eu
• meus seios estão cheios demais
• meus seios estão vazios e murchos
• meus seios são imensos
• meus seios são pequenos demais
• eu não tenho bico
• eu tenho 3 mamilos (você ri? Muitas mães dizem seriamente “eu não tenho bico”. Eu garanto que é muito mais comum ter 3 mamilos que não ter nenhum).

Quando preocupada com estes sintomas, a mãe decide fazer alguma coisa para aumentar sua produção de leite. Se ela decide fazer algumas coisa inútil, mas inofensiva, como comer amêndoas ou acender uma vila para Santo Antônio, provavelmente nada de ruim acontecerá e é possível que sua fé faça com que ela credite que seu leite aumentou e todos ficam felizes. Mas algumas vezes a mãe tenta alguma coisa que funciona, ou pelo menos tem o potencial para funcionar. Nestes casos, os conselhos das pessoas que sabem alguma coisa sobre lactação humana pode fazer mais mal que bem, especialmente nos casos em que a mãe não tinha problemas de produção suficiente de leite.

O caso desta mãe retrata a profundidade da angústia que pode ser provocada quando se juntam a regra dos 10 minutos, o ganho de peso e alguns conselhos que parecem razoáveis, ainda que irrelevantes, já que não havia problema a ser solucionado:


” Meu filho tem 3 meses e 10 dias. Ele pesa somente 4,640g. Nasceu com 3,120g e perdeu peso nos primeiros dias, chegando a 2,760g. O maior problema é que ele nunca quer mamar. Primeiro, eu o amamentava a cada 3 horas, mas ele sempre mamou só um pouquinho. O pediatra sugeriu que eu amamentasse a cada 2 horas, mas as coisas não melhoraram e me sugeriram que eu o colocasse no peito o tempo todo. As coisas pioraram. O bebê só mama bem à noite e durante o dia quando ele está sonolento. Eu já tentei tudo o que me aconselharam: tirei leite com a bomba antes de dar o peito, assim ele pode mamar o leite mais calórico e até eliminei tudo de laticínio da minha dieta. Nada adiantou e ele está me deixando louca. Já tentei dar mamadeira e ele não quer. O pediatra disse que ele é saudável (fez vários exames de laboratório) e normal, mas estou muito estressada. Vivo em constante desespero, preocupada se ele vai mamar direito na próxima mamada ou não, sempre observando para colocá-lo no peito quando ele vai dormir e ver se ele engole. Eu não posso sair de casa, porque ele pode querer mamar. Estou preocupada porque o peso dele está abaixo da média.”


O peso deste bebê está no percentil 7 da curva, ou seja, 7 de cada 100 bebês saudáveis desta idade pesam menos que ele. Isso dá 280.000 dos 4 milhões de bebês nascidos todo ano nos Estados Unidos. Como será que as mães dos outros 280.000 bebês estão sobrevivendo? Esse peso é absolutamente normal. Contudo, o problema não era o peso, mas o fato que o “bebê mama muito pouco”. O que isso significa aqui é que (uma vez que o bebê é amamentado e a gente não tem como saber o quanto ele mama) o bebê mama muito rápido.

Quanta dor teria sido evitada se esta mãe soubesse que alguns bebês mamam super rápido e outros bem lentamente e que não é necessário olhar o relógio. Teria sido tão melhor se da primeira vez que a mãe dissesse “meu bebê mama pouco”, alguém tivesse dito “claro! Ele é tão esperto que já descobriu como mamar com eficiência e rápido”. Ao invés disso, ela foi informada de que havia um problema, o bebê não estava mamando o suficiente… e receber conselho para amamentar mais vezes. Conselho destinado ao fracasso, já que o bebê não precisava mamar mais e não conseguia.

Em 4 meses, a situação deteriorou ao ponto de que o bebê só mama dormindo. Um psicólogo poderia ter falado sobre o assunto, mas não precisamos procurar razões psicólogicas abstratas para perceber que, se o bebê mamou dormindo já tomou tudo o que precisava (o que é evidente já que ele cresce normalmente) e é impossível adicionar mais mamadas depois que ele acorda. Ele comeria o dobro do que precisa.

O bebê não será capaz de mamar acordado se a mãe continua a amamentá-lo enquanto ele está dormindo. Ele só tem 4 meses, ainda vai experimentar sólidos e passar pela perda normal de apetite com 1 ano de idade. Se algo não mudar, a situação familiar ficará desesperadora.

Como o bebê vê esta situação? Claro, ele não entende o que está acontecendo. Ele não sabe que precisa mamar 10 minutos, nem que seu peso está no percentil 7. Ele estava bem, mamando quando queria, quando de repente coisas estranhas começaram a acontecer. Ele estava sendo acordado para mamar com muita freqüência e o melhor que ele podia fazer era ser flexível, fazendo as mamadas mais curtas, claro. Algumas vezes alguém tirava o leite desnatado do início da mamada e já no primeiro gole ele recebia creme de leite, cheio de gordura e caloria. Como era de se esperar, fazia as mamadas ainda mais curtas. Naturalmente, ele não aceitava a mamadeira (“mas eu já mamei 8 vezes hoje!” ). A cada mudança, ele respondia de maneira lógica, incapaz de compreender a sua mãe e os conselhos que ela recebia. Algumas semanas atrás ele começou a ter “pesadelos” estranhos. Ele sonha que um peito é introduzido na sua boca e que seu estômago enche-se de leite. A coisa mais estranha de todas é que o sonho é tão real, que ele até acorda com a barriga cheia e incapaz de mamar durante o dia.

Sua mãe parece mais preocupada a cada dia que passa; ele a vê chorando e isso o assusta. Se ele pudesse falar, diria a mesma coisa que sua mãe diz à gente “ela está me deixando louco”. E se ele fosse capaz de entender o que se passa, ele certamente faria um esforço para mamar bem lentamente e ficar 10 minutos no seio (mamando a mesma quantidade, claro, não há motivo para procurar uma indigestão). E isso faria todos felizes. Mas ele não entende o que acontece e não pode fazer um gesto de boa vontade. Somente sua mãe pode mudar; senão o problema permanecerá por muitos meses ou anos.”

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