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Archive for the ‘consumo responsável’ Category

Outra descricao sucinta, desta vez baseado no livro: Infant potty training e Infant Potty basics by Laurie Boucke. http://www.timl.com/ipt e http://www.White-boucke.com/ipt.html

Higiene sem (ou com) fraldas

retirado integralmente de http://higienenaturaldobebe.blogspot.com/

Alguma vez você pensou como é que os bebés aprendiam a controlar as necessidades fisiológicas antes de haver fraldas? Ou como é que aprendem hoje em dia nas regiões onde não há fraldas? Existe um método adoptado por um número crescente de mães, que é semelhante ao usado desde há séculos pelas mães de todo o mundo, o Infant Potty Training, em inglês, ou higiene sem (ou com) fraldas.
É importante sublinhar desde já que se trata de trabalhar com *bebés de colo* (não com bebés que já andam) com vista a que não necessitem de fraldas. A altura ideal para começar é entre o nascimento e os 4-5 meses de idade.
Não há nenhuma expressão que descreva adequadamente este sistema, incluindo Infant Potty Training (literalmente, treinar o bebé de colo para usar o bacio) porque, por um lado, o bebé não consegue sentar-se num bacio e, por outro lado, o processo tem mais afinidades com o trabalho de equipa (com o bebé) e com a inter-relação do que com o conceito de treino. Ou seja, é um método baseado na comunicação e na interacção, tendo pouco a ver com o que normalmente chamamos “treino”. A comunicação é a chave para estar em contacto com o bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas.
A característica mais específica deste método talvez seja o facto de os pais começarem geralmente a trabalhar com o bebé antes de ele conseguir sequer manter-se sentado. Em vez de começarem a informar-se sobre a maneira de ensinar a criança a deixar de usar fraldas quando ela já anda, os pais devem considerar a possibilidade de usar este método durante a gravidez ou as primeiras semanas/meses após o nascimento.
Escolhi denominar este método “infant pottying” e “infant potty training”, mas há outras designações tais como “elimination communication” (comunicação da eliminação, referindo-se à eliminação da urina e das fezes) e “trickle treat” (trocadilho intraduzível entre a expressão trick or treat do Halloween e a palavra trickle, fio de líquido), sendo esta última o título do meu primeiro livro sobre o assunto, actualmente esgotado. Aqui nesta página encontra-se toda a informação básica e, se precisar de saber mais, há dois livros meus sobre o tema: «Infant Potty Training – A Gentle and Primeval Method Adapted to Modern Living» (500 páginas), o mais completo livro actualmente disponível sobre o tema, e «Infant Potty Basics – With or Without Diapers… The Natural Way» (110 páginas). Clique nas capas dos livros para obter mais pormenores!

Filosofia
Os bebés são mais inteligentes do que nós pensamos! O grande erro que as pessoas cometem é presumir que um recém-nascido não tem consciência de fazer as necessidades. Partimos do princípio de que um bebé é incapaz de aprender a controlar as necessidades por ser pequeno, não ter coordenação e não andar nem falar. O bebé é tão dependente que se torna difícil para os ocidentais imaginar que um ser tão minúsculo possa ter consciência de fazer xixi e cocó. E é ainda mais difícil para nós acreditar que os bebés tenham algum controlo sobre a eliminação. Com esta concepção estreita e preconceituosa, encorajamos e ensinamos os bebés a não se importarem de fazer as necessidades na fralda. Em suma, ensinamo-los a utilizar a fralda como casa de banho.

Um bebé normal e saudável, na verdade, tem consciência das funções corporais de eliminação e pode aprender a reagir-lhes desde muito pequeno. Ao utilizar fraldas, condicionamos – e portanto ensinamos – o bebé a usá-las. Mais tarde a criança tem de o desaprender, o que poderá confundi-la e constituir uma experiência traumática.

O bebé faz tudo o que pode para nos comunicar a consciência que tem do que se passa, mas se não o ouvirmos deixa de comunicar e gradualmente perde o contacto com as funções de eliminação. Será condicionado a não lhes ligar e a aprender que queremos que use a fralda como casa de banho.

O método da higiene sem (ou com) fraldas não só é quase desconhecido no Ocidente, como para muitos parece logo pouco prático. Contudo, salvo relativamente escassas excepções, a aprendizagem da higiene sem fraldas é por definição pouco prática seja qual for a maneira como se faça.

Se esperar que o bebé aprenda sozinho aos 2, 3, 4 anos ou mais, ficam ambos sujeitos a andar anos a mudar fraldas (para não falar da roupa para lavar, toalhetes e outros acessórios de higiene).

As fraldas, especialmente as descartáveis, são apenas um meio temporário de resolver a questão. Tentamos “tapar” o sistema de eliminação de resíduos do bebé com fraldas, da mesma forma que estancamos temporariamente uma fuga num cano roto. Quantos pais terão ponderado se esta é a solução mais higiénica para a criança? Quantos pais se preocupam com o impacto ambiental das fraldas? Quantos o fariam se soubessem de uma alternativa à utilização de fraldas a tempo inteiro?

Quem poderá utilizar este método?

Os pais de bebés de colo, futuros pais, avós, amas e qualquer outra pessoa interessada em trabalhar afectuosa e pacientemente com o bebé de modo a chegar à higiene sem fraldas o mais cedo possível. Aqui, o conceito fundamental é “bebé de colo”, por oposição a “bebé que já anda”, uma vez que quem trata da criança vai começar a trabalhar em equipa com ela nos primeiros meses de vida. O método da higiene sem (ou com) fraldas resulta melhor quando é utilizado por:

* mães ou pais que passem pelo menos o primeiro ano ou os dois primeiros anos a tratar do bebé;
* mães ou pais que trabalham fora de casa e que tenham alguém de confiança a tratar do bebé, como p. ex. um parente, uma ama ou um amigo.

O que é necessário?
Tempo, dedicação e paciência. Se não puder dispor destas qualidades ou arranjar a assistência necessária, este método não é adequado para si nem para o seu bebé.
Mas se este método lhe parece fazer sentido, se lhe soa bem, experimente! Não faz mal nenhum tentar e, se não resultar, pode voltar às fraldas a tempo inteiro.

Quando é que se começa?
A altura ideal para começar vai desde o nascimento até aos 4-5 meses de idade. Neste período, decorre uma fase de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem.

Quanto tempo leva?
No Ocidente, o processo completa-se, em média, por volta dos 2 anos, embora os bebés atinjam um controlo bastante bom das necessidades *muitos* meses antes.

Será seguro?
Claro que sim, desde que os pais estejam com o estado de espírito correcto. Têm de estar descontraídos e positivos ao lidar com o bebé. Têm de ter paciência e suavidade, observar e responder a tempo aos sinais do bebé sempre que possível, e dar carinhosamente o apoio necessário enquanto seguram o bebé na posição adequada.
Este método não é punitivo, NÃO inclui castigos, zangas e dominação. Note-se que é diferente do método severo com que nos anos cinquenta se “tirava as fraldas” cedo aos bebés.

Será que resulta mesmo?

Sim, mas não sem esforço nenhum. O êxito não acontece do pé para a mão. É preciso pelo menos um adulto empenhado e vários meses de perseverança para completar a higiene sem fraldas. Logo desde o princípio, há divertidas e entusiasmantes recompensas diárias tanto para o bebé como para quem trata dele. A comunicação do bebé é reconhecida e encorajada. Os pais ficam espantados com o grau de consciência do bebé e empolgados quando ele faz sinal e responde tão fácil e naturalmente.

O bebé tem que andar nu?
Não é indispensável. Muitos pais mantêm o bebé com fralda ou fralda-cueca no intervalo das utilizações do bacio, enquanto outros preferem deixar o bebé de rabinho ao léu ou nu a maior parte do tempo. Em suma, é uma questão de preferência.
Uma descoberta maravilhosa – a minha experiência pessoal com a higiene sem (ou com) fraldas
Os meus dois primeiros filhos deixaram de usar fralda da maneira convencional. Quando o meu terceiro filho nasceu, eu nem queria pensar que ia ter de passar outra vez pelo mesmo processo, que implicaria mais uns quantos anos de fraldas, e comecei a procurar um modo melhor de tratar da tarefa.
Aprendi os princípios de uma técnica alternativa através de uma senhora indiana que estava de visita em nossa casa. Ela ficou horrorizada quando lhe falei da forma como os ocidentais lidam com “a questão das necessidades fisiológicas” e explicou-me como se faz na “terra dela”, na cultura dela. Fiquei céptica quando me disse que não é preciso pôr “panos” num bebé a menos que esteja “mal da barriga” ou febril ou se fizer xixi na cama a maior parte das noites. Eu já tinha estado na Índia várias vezes e vi lá famílias a pôr os bebés a fazer xixi e cocó no campo, mas não tinha prestado muita atenção. Como muita gente, parti erradamente do princípio de que os ocidentais não poderiam usar aquela técnica.
Pedi à minha nova amiga que me falasse mais daquilo e que me ensinasse a segurar no meu filho e a pô-lo a “fazer”, o que ela aceitou de boa vontade e sem qualquer esforço.
Fascinada, observei-a a comunicar com o meu pequenino de 3 meses, que parecia saber instintivamente o que ela queria que ele fizesse. Só consigo descrever o intercâmbio e o entendimento instantâneo entre ambos – uma estranha e um bebé de colo – como uma descoberta maravilhosa.
Utilizei a técnica que ela me demonstrou, alterando-a e adaptando-a ligeiramente ao estilo de vida ocidental, e descobri que é muito superior ao sistema convencional que recorre à fralda primeiro e depois ensina a usar o bacio. Desde o dia em que comecei a trabalhar com o meu filho de 3 meses, ele raramente precisou de fralda, quer de dia quer de noite. Com 18 meses mantinha-se seco a maior parte do dia e com 25 meses tinha completado em todos os aspectos a higiene sem fraldas.

Perspectivas e origens
Este método começa com condicionamento e pode ser abordado tanto de forma racional e científica como intuitiva e espiritual, ou uma combinação de ambas, conforme o que resultar melhor consigo e com o bebé. A abordagem racional implica o cálculo dos momentos oportunos e a observação dos padrões de eliminação e da linguagem corporal do bebé. A abordagem mais espiritual requer intuição e “sintonização” com o bebé, por meios mais subtis.
Lembre-se de que é um trabalho de equipa, algo que fazem juntos através de uma comunicação íntima e baseada na confiança. Não é uma coisa que está a fazer ao bebé, nem é uma coisa que o bebé possa fazer sem si. Se tiver a vontade e a possibilidade de o fazer e se o bebé for saudável, então o bebé não precisa de mais nada para começar a trabalhar consigo.
A higiene sem (ou com) fraldas baseia-se numa técnica de aprendizagem do controlo das necessidades utilizada em grande parte da Ásia e da África Subsaariana. O método foi adaptado ao estilo de vida ocidental em vários aspectos, incluindo o recurso a um lavatório, bacio, sanita ou outro recipiente; variações nas posições de eliminação; utilização da técnica em part-time; e, caso se queira, uso de fraldas em part-time.

Resumo do método
1. Observação – Deite o bebé sem fralda num sítio confortável, quente e seguro, e observe:
a) o ritmo (durante quanto tempo e com que frequência faz xixi e cocó depois de acordar ou de comer)
b) a linguagem corporal (a forma como se mexe e contorce ou os trejeitos que apresenta enquanto faz as necessidades)
c) sons (resmungos ou gemidos ao defecar)
Isto também se pode fazer usando um pano porta-bebé. Com efeito, andar com o bebé ao colo num pano porta-bebé é uma das melhores maneiras de nos familiarizarmos com o ritmo e os padrões de eliminação dele, já que nos apercebemos logo do que acontece. É particularmente vantajoso em climas frios ou casas com pouco aquecimento. Há mães que andam com o bebé nu no pano porta-bebé, contra a pele delas, o que o mantém com a temperatura corporal perfeita. Se quiser, pode colocar uma fralda de pano debaixo do bebé enquanto ele andar no porta-bebé. É claro que não é indispensável o bebé estar sem roupa no porta-bebé. Mesmo que ande um pouco vestido e/ou com uma fralda de pano sem cobertura impermeável, vai aperceber-se quando ele fizer as necessidades.

2. Antecipação ou intuição
Antecipe o momento em que o seu bebé vai precisar de urinar ou evacuar e faça então um som de água a correr, como um “sssss”. Se o bebé começar enquanto está a observá-lo, faça imediatamente o som “sssss”. Ao fim de uns dias, o bebé associará esse som com a eliminação.

3. Posição e local
Quando achar que o bebé precisa de fazer xixi ou cocó, segure-o bem mas suavemente sobre o local escolhido para a função e emita um sinal audível (“sssss” ou o som/palavras que preferir). O bebé depressa associará o som, a posição e o local com a eliminação. Utilize o lugar e o recipiente que achar mais confortável e prático. Entre as muitas possibilidades contam-se o lavatório da casa de banho, uma tigela, uma bacia e ao ar livre. Os bebés mais crescidos podem sentar-se na sanita entre as suas pernas.

4. Comunicação entre mãe e bebé
A partir de agora, preste muita atenção ao ritmo e aos sinais do bebé. Quando achar que ele está em vias de fazer as necessidades, segure-o na posição adequada e faça o seu sinal. Os bebés de colo conseguem descontrair os músculos ao ouvir as nossas deixas, se estiver quase no momento certo.

Como é que sei quando o bebé precisa de fazer xixi ou cocó?
Pode saber quando o bebé precisa de fazer as necessidades através de pelo menos um dos seguintes aspectos:
– Ritmo (ir olhando para o relógio)
– Sinais e deixas (incluindo a linguagem corporal e as vocalizações)
– Padrões de eliminação (relação com a refeição, o despertar, etc.)
– Intuição e instinto

Como hei-de vestir o bebé da maneira mais favorável?
Há dois factores principais a ter em consideração:

– Circunstâncias individuais, tais como o clima, o estilo de vida, a saúde e as pressões sociais;
– O facto de que quanto menos camadas de roupa tiver o bebé mais fácil é para si e para o bebé estarem em contacto um com o outro, aprenderem e comunicarem sobre as necessidades fisiológicas. É mais fácil ler e responder à linguagem corporal e a outros sinais de um bebé que esteja sem roupa, de rabinho ao léu ou de outra forma facilmente acessível. Andar com o bebé no pano porta-bebé também ajuda pois é mais provável que vocês consigam andar sincronizados.

A situação ideal (nem sempre possível ou desejável) é o bebé andar nu ou de rabinho ao léu. Se isso não for possível:
– Tente vesti-lo com o mínimo de roupa possível;
– Use roupa que possa ser rápida e facilmente removida (evite fivelas, botões, etc.)

Há muitas maneiras diferentes de vestir um bebé tendo em conta a facilidade de acesso. Seja criativa e adapte-se à sua situação e às diferentes fases do desenvolvimento do bebé. Muitas mães preferem costurar elas mesmas a roupa do bebé. Para além de usar fraldas como apoio, aqui ficam algumas outras sugestões:
– Cuecas Poquito Pants, feitas à medida para todos os tamanhos desde o nascimento, à venda em:

http://wonderbabydesigns.com

– Para recém-nascidos, pijamas do tipo saco-cama, de apertar no fundo;
– Camisolas compridas ou vestidos (o comprimento adequado dependerá da mobilidade do bebé);
– Calções ou cuecas maleáveis (de turco, de malha de algodão ou lã), com cintura elástica;
– Fraldas-cueca;

– Roupa de bebé chinesa, aberta no entrepernas, à venda em: http://www.weebees.com

e

– Calças chinesas discretas, à venda em: http://home.socal.rr.com/rahudson/ecIPT%20Pants.htm e http://www.charlottescloset.com/

Vantagens da higiene sem (ou com) fraldas

Os grandes beneficiários são o bebé, os pais e o ambiente. Aqui fica uma lista mais pormenorizada das vantagens da higiene sem (ou com) fraldas:
– Aumenta o apego através da proximidade, da comunicação natural e da paciência amorosa;
– Responde ao ritmo e à comunicação natural do bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas;
– Actua directamente no primeiro período de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem;
– Ajuda o ambiente ao conservar/poupar árvores, água, petróleo e espaço nos locais de despejo de resíduos;
– Elimina ou reduz drasticamente o uso de fraldas;
– Permite aos bebés atingirem um controlo razoável entre os 12 e os 18 meses;
– Dá aos bebés a possibilidade de completar a higiene sem fraldas relativamente cedo (cerca dos 24 meses);
– Liberta os bebés das fraldas e respectivas associações negativas (sensação de peso e volume entre as pernas, químicos, etc.);
– Evita/elimina a enurese (fazer xixi na cama);
– Previne as assaduras;
– Permite o respeito pela higiene do bebé;
– Elimina “acidentes” embaraçosos para os bebés mais crescidos;
– Permite que o pai ou outras pessoas próximas e de confiança criem laços e comuniquem com o bebé;
– Proporciona uma grande poupança em fraldas e lavagem de roupa;
– Mantém o bebé consciente do seu próprio corpo;
– Reduz o risco de infecções urinárias.

Qual é a opinião dos médicos?
Embora o método da higiene sem (ou com) fraldas não seja muito conhecido no Ocidente, há cada vez mais médicos e pediatras a apoiá-lo. Muitos destes assistiram ao funcionamento do método no decurso de viagens no estrangeiro ou então são (casados com) imigrantes que cresceram em culturas nas quais este método é prática comum. Alguns médicos usaram-no com os seus próprios bebés.
Como tantas outras coisas na vida, as teorias e opiniões sobre a idade indicada para começar a aprendizagem do controlo das necessidades têm variado muito ao longo dos tempos. Até aos anos cinquenta, a maioria das famílias ocidentais começava relativamente cedo, entre os 3 e os 10 meses, e terminava também relativamente cedo. Depois surgiram a indústria das fraldas descartáveis, os estilos de vida mais frenéticos e uma nova teoria de que é melhor adiar e deixar que seja o bebé a aprender sozinho quando for capaz. A tendência está outra vez a mudar, com uma nova investigação europeia (de Agosto de 2000) a concluir que as actuais noções ocidentais sobre controlo dos esfíncteres são incorrectas e que em muitos casos é melhor começar mais cedo do que deixar para mais tarde. Apesar das diferentes opiniões médicas e teorias psicológicas ocidentais, a higiene sem (ou com) fraldas tem sido o principal método utilizado por milhões de bebés felizes e bem adaptados em muitas sociedades ao longo dos séculos. Ninguém pode negar esse facto.

E para bebés de 6 meses ou mais, será demasiado tarde?
Muitos pais começaram aos 6, 9 e até 12 meses e conseguiram, recorrendo a algumas alterações. Normalmente é mais difícil começar com um bebé que já anda e que foi “treinado” para fazer as necessidades numa fralda ou que usa fraldas descartáveis e não associa a sensação de humidade com a eliminação. Depende sobretudo das suas convicções. Se este método lhe soa bem, se sente que é adequado para si e para o seu bebé, e se o bebé for saudável e aderir a ele, então vale certamente a pena experimentar! Desde que não haja perturbações de maior na vida e na saúde da família, é provável que esteja aberta e receptiva à comunicação sobre a eliminação por parte do bebé.
Outro factor a considerar é que não existe uma idade limite fixa a partir da qual os bebés percam a ligação com as suas funções de eliminação. Cada criança é única e desenvolve-se à sua maneira. Há pais que tiveram conhecimento da higiene sem (ou com) fraldas, ou começaram com outros métodos de aprendizagem do controlo das necessidades, quando os bebés já tinham entre 6 a 18 meses, 2 anos ou até mais, e que tiveram o prazer de descobrir que os seus pequeninos estavam ainda receptivos e aptos a comunicar a respeito das suas necessidades fisiológicas. Em suma, o período de predisposição para a aprendizagem parece ser mais prolongado nalguns bebés. Sejam de que idade forem os bebés quando os pais ouvem pela primeira vez falar de higiene sem (ou com) fraldas, eu recomendo geralmente que façam uma tentativa durante umas semanas com este método suave e afectuoso, e ponderem depois se querem continuar.

Perguntas? Contacte-me!
Chamo-me Laurie Boucke e pode escrever-me por email em inglês, francês ou holandês, para o seguinte endereço:
infantpotty@hotmail.com

Tradução de Manuela Vaz

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De acordo com Ingrid Bauer, autora do livro Diaper free, os bebes têm condicoes de viver sem fraldas se seus pais ou a pessoa que cuida dele estejam atentos aos sinais que eles emitem antes de esvaziar seus intestinos e bexiga.. Basta, neste momento, ampara-lo por um pano ou uma bacia embaixo do bumbum. Isto parece absurdo, no entanto este método é praticado em todo o mundo há muito tempo, as fraldas não estão disponiveis em todos os lugares além de constituirem um enorme mal para o ambiente. Não se trata de condicionar o bebe para que ele se torne “limpo” mas de estar atento aos seus sinais sutis e de sua propria intuicao de “mãe/pai”

Ingrid Bauer propoe aos pais de praticar ahigiene antural ao seu ritmo. COmeçando em casa e nao em ambeintes desconhecidos, ou de dia e nao a noite, durante o aleitamento, no fim do dia ou quando voce estiver relaxada. AOs poucos você conhecerá a linguagem de seu filho. Progressivamente a sensibilidade dos pais éapurada, o conhecimento do ritmo de evacuacao de seu filho se afina e os acidentes se tornam cada vez menos frequentes.

traducao de ëlever son enfant autrement- la plage editeur

Iniciar EC: O Quando e Como da Comunicação da Eliminação
Por Lisa Bobrow (http://higienenaturaldobebe.blogspot.com/)

Uma das perguntas mais comuns que as pessoas que acabam de ouvir falar na Comunicação da Eliminação (*) fazem é “Como começar?”. Ingrid Bauer, autora do livro DiaperFree! sugere:

“Uma vez que se tenha decidido a começar e tenha estabelecido a sua intenção, simplesmente continue a apreciar a presença do seu bebé, com uma nova consciência das necessidades de eliminação… A higiene Natural de bebés é parte integrante de uma tipo de cuidados infantis baseado na sensibilidade. Por “carregar” o seu filho, por dormir com ele, por alimentá-lo livremente e responder prontamente ás necessidades do seu bebé, já está a construir os alicerces sob os quais esta prática floresce. “ (Diaperfree! Pagina 116).

Então, se está a ler isto, poderá já ter começado a praticar EC sem sequer se ter apercebido!

A nova consciência adquirida do básico da teoria EC, que os bebés sabem quando precisam eliminar e são capazes de comunicar esta necessidade, provavelmente levou-o(a) a fazer algumas observações interessantes. Pode ter notado que o seu bebé faz chichi 5 minutos após ter comido, ou faz grunhidos mesmo antes de fazer cocó. Este tipo de observações vão guiá-lo sobre QUANDO ajudar o seu filho na eliminação sem fralda.

Parte 1: Quando praticar EC
A observação é o primeiro passo na EC. Enquanto observa, há algumas coisas a procurar. Uma delas é padrão de horários e ritmos. Muitos bebés precisam fazer chichi

• Logo a seguir ou alguns minutos após acordarem
• 0, 5, 10, 15 minutos depois de comerem
• Em períodos frequentes pela manhã
• Em períodos menos frequentes durante a tarde
• Ou antes ou depois de se alimentar de noite

Outras coisas a ter em atenção são a linguagem corporal e os sinais. Estes podem incluir:
• Espremer-se, vocalizar
• Tensão facial, levantar as sobrancelhas
• Franzir a testa ou parecer concentrado
• Fazer pausas na actividade ou ficar muito quieto
• Agitação ou aumento de actividade
• Acordar ou movimentar-se no sono
• Procurar a mãe/pai
• Procurar um bacio ou indicar a casa de banho

* ( nota do tradutor: em inglês EC – Elimination Cmunication referindo á eliminação da Urina e das fezes)

Para um bebé mais velho, os sinais podem incluir:
• Rolar, gatinhar ou andar até ao bacio ou casa de banho
• Tentar sair do berço, pano ou cadeirinha
• Sair da cama, sofá
• Segurar os genitais

Junto com estes, a sua intuição irá naturalmente desenvolver-se ao redor da eliminação do seu bebé. Escutar e confiar na sua intuição é uma parte importante de ser pai. Com algum tempo e prática, também se pode tornar uma ferramenta segura para antecipar a eliminação do seu bebé. O que é intuição e como funciona, é difícil de descrever. De qualquer forma, existem algumas maneiras concretas de saber que a sua intuição está a dizer-lhe que o seu bebé precisa “ir”. Por exemplo:
• Um pensamento repentino na linha de “ele precisa fazer chichi”
• Perguntar-se “será que precisa ir?”
• “ver” ou ouvir a palavra chichi ou som dica (ver abaixo)
• “simplesmente saber” que ele precisa fazê-lo
• precisar você mesmo de fazê-lo
• sentir uma sensação quente e húmida espalhar-se no colo ou outra área quando o bebé está seco

Se está a achar difícil observar os padrões de eliminação do seu bebé, considere escolher um dia para fazer disso o seu objectivo. Pôr o seu bebé numa fralda de pano sem uma cobertura a prova de água, ou retirar completamente a fralda pode ajudá-la a saber exactamente quando o bebé fez as necessidades. Mesmo apenas algumas horas desta observação vão ajudá-la(o) a aprender os hábitos de eliminação do seu filho.

Parte 2: Como EC
Agora que tem uma ideia sobre quando o seu bebé pode precisar “ir”, está pronto(a) para o próximo passo. Quando julga que o seu filho precisa eliminar, segure-o dum modo carinhoso e seguro sobre o recipiente escolhido. Este pode ser a sanita, lavatório, penico, baldinho, fralda, árvore ou qualquer outro lugar apropriado. A posição exacta dependerá do recipiente que escolher. Em geral, ele ficará mais ou menos na posição de cócoras, aninhado nos seus braços com as costas para a sua barriga. O principal é mantê-lo seguro e pensar no seu objectivo;).

Uma vez o bebé confortavelmente em posição, faça um som específico dando a dica, convidando assim o seu filho a fazer chichi ou cocó. Na maior parte dos lugares onde EC é praticado culturalmente, é usado o som de água corrente como psss. Este som junto com a posição particular usada para estimular a eliminação do bebé. Quando está a começar, faça o som dica de cada vez que nota que o seu filho está a fazer chichi. Dentro de poucos dias, o seu bebé associará o som com o acto. Por praticar EC constantemente, o seu filho aprenderá a libertar as necessidades ao ouvir a dica e ser segurado na posição correcta.

Daqui em diante, uma linha forte de comunicação sobre eliminação vai estabelecer-se entre pai/mãe e filho. Continue a observar os ritmos e sinais do seu filho e a ouvir a sua intuição. Quando pensar que é hora, segure-o na posição e dê o sinal. Se estiver na altura de “ir” o seu bebé o fará. Se não, dirá que “não” por resistir estar na posição, arqueando as costas ou simplesmente não fazendo as necessidades. Nunca tente obrigar o bebé. Limite-se a voltar ao que estava a fazer antes e ofereça uma nova oportunidade mais tarde. Se o seu bebé tiver sujado a fralda, mude-a logo que notar. Isto ajudará o seu filho a manter-se limpo por sinalizar as suas necessidades antes de as fazer.

Daqui por diante: Fazer EC tão simples quanto 1, 2, chichi!
Em lugares onde EC é a norma, a prática é tão estabelecida culturalmente que não há necessidade de examiná-la para compreender como funciona. Temos sorte que a autora Ingrid Boucke, entre outras, escreveram extensivamente sobre o assunto para ajudar os como nós, no mundo das fraldas, a compreender o que de início parece um mistério impenetrável. No seu artigo “O Treino de bebés no bacio” Lauire Boucke assegura-nos de que:

“Tudo isto eventualmente se torna uma segunda natureza. O importante é não ficar fanático e não deixar o assunto causar stress. A chave é manter-se relaxado, esperando muitos acidentes no início – estes gradualmente esvanecem.”

Alguns pais escolhem por as fraldas de lado todo o tempo logo de início. Outros começaram gradualmente, oferecendo oportunidades só em certas ocasiões pelo dia afora ou só parcialmente. Muitos pais praticam EC a tempo inteiro e usam fraldas como recurso, removendo-as para deixar fazer chichi se a fralda esta limpa ou mudando-a se está molhada. Lembre-se que há muitas maneiras de começar a praticar EC. O modo como escolher fazê-lo vai depender do seu modo de vida, personalidade e preferências pessoais.
A sua viagem só começou. Mantenha-se calmo e boa viagem!

Tradução de Zélia Évora – clubedopano@yahoo.com

Leia mais:
Diaperfree! The gentle Wisdom of Natural Infant hygiene by Ingrid Bauer
http://www.natural-wsidom.com/

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Efetivamente o que você faz com tanta informacao sobre os riscos que o planeta corre? Alguma atitude sua já mudou? Reclamar às autoridades, votar consciente e tratar bem as pessoas independentemente de quem sejam são atitudes que deveríamos ter independentemente da ameaca a camada de ozonio. Pois saibam que existem alternativas que – ao contrario do que um ministro frances infelizmente proclamou – nao significam “regredir 40 anos!”.

Existem maneiras de reduzir o impacto de nossa própria existência se tornarmos nosso consumo consciente, separarmos o lixo, reutilizarmos restos organicos. Como o capitalismo é avesso à ecologia, geralmente essas medidas vêm acompanhadas de uma boa dose de economia.

No entanto, uma atitude que muitas pessoas nao conseguem fazer pois alia o baixo custo e a comodidade refere-se ao uso de descartáveis. Essa é uma atitude “radical” pois exige mais consciencia ecologica e alguma força de vontade. Algumas atitudes podem ser facilmente adotadas como deixar uma sacola dobravel dentro da bolsa, para às idas esporadicas ao mercado, evitar comprar legumes embalados em isopores ou usar canecas de plastico no lugar de copinhos descartaveis. Mas o mais vilão dos descartáveis e que são utilizados como padrão de higiene do cidadão é o que exige bem mais força de vontade. Estou me referindo aos absorventes intimos e as fraldas descartaveis.

Absorventes intimos

Os absorventes íntimos evoluíram de tal maneira que podemos passar uma reuniao de 4 horas sem ter que esperar a sala esvaziar para sair. No entanto essa evoluçao tem um custo. Géis super absorventes, papéis que absrovem todo o fluxo e deixam você seca, realmente fazem o seu papel. A umidade natural também se vai. Problemas ginecológicos associados ao uso abusivo de absorventes incluem muitos fungos e bacterias que aparecem pelo desiquilibrio do pH. MAs ecologicamente, quando não se usa um absorvente intimo todos os dias, qual o impacto desse hábito? Cada mulher ao longo da sua vida fértil irá descartar cerca de 10 mil absorventes. Não é tão insignificante quando analisamos o tempo de degradacao desse material (100anos).

E qual a solução? Existe no mercado um absorvente (ABIOSORVENTE, com pagina no orkut de mesmo nome) feito de pano. Tem a mesma forma com abas que o tradicional, mas asensacao ao coloca-lo é extremamente mais agradavel.

“Ao usá-lo a primeira vez, me senti insegura, e usava-o quando estava em casa ou para dormir. Hoje em dia, só uso ele. Uso sim, o absorvente tradicional quando vou viajar, mas além de sempre tentar intercala-lo, sei que reduzi muito o meu impacto ambiental!!!”A adaptaçao a este absorvente é muito fácil. E quando eu preciso trocá-lo, como faço? Dentro da bolsa, você leva dois saquinhos com zip. Um com um absorvente limpo e outro vazio. Lavá-lo, no entanto, é mais chatinho, mas para esses períodos, tenha uma vasilhinha com tampa no banheiro (dessas da Kibon) e lave-os no banho, deixndo-os de molho para lavá-los depois com as calcinhas.

Além dele, existe um absorvente interno reutilizavel, que a primeira vista pode soar nojento, mas é muito bom. Conheco duas marcas: o meu, Mooncup (www.mooncup.co.uk) e o Divacup. Trata-se de um copo feito de silicone medicinal que tem a forma de um sino invertido. Permite recolher até um terço do fluxo menstrual, o que significa menos trocas ao dia. Também, por se adaptar de forma perfeita às paredes vaginais, não ocorrem vazamentos. O interno, é muito simples e basta uma dose de coragem para experimentá-lo e uma pitada de boa vontade. Muito fácil. Aconselho.

Fraldas reutilizáveis e descartáveis

Após o sucesso em mudar meu absorvente, fiquei pensando na sensacao que meu filho teria de ficar com o mesmo material colado a ele TODOS os dias e nao somente no periodo menstrual. Entrei no site da Betina (www.babyslings.com.br/fraldas_de_pano_web.htm) cuja explicacao contida lá, com custos e danos ao ambiente, me incentivaram ainda mais a trocar as fraldas descartaveis.

Às fraldas de pano estão associadas vantagens obvias como nao produzir quilos e quilos de lixo que demorarao centenas de anos a se decompor, serem mais saudaveis ao contato com a pele do bebe por nao conter produtos quimicos e economizar. Mas além destas vantagens, vejo hoje, que meu filho tem mais noçao do seu corpo. Por reconhecer que quando ao fazer xixi, a roupa dele se molhava, acredito que ele tem mais controle dos esfincteres. FIcou muito mais facil tira-lo da fralda por isso. Percebi que fiz um bem ao meu filho por evitar-lhes assaduras e por me preocupar com o mundo em que ele crescerá.

A fralda de pano tradicional

Usada pelas nossas maes e avós, sao um retângulo de gaze com mais ou menos 70×70 cm. Para evitar molhar o lado externo à fralda, usavam-se calcas plasticas.

Fraldas atuais: o que mudou?

As fraldas comercializadas hoje sao mais fáceis de colocar, pois nao exigem as dobras. Elas ja vem no formato da fralda descartavel e se prendem por alfinetes ou velcros. Tambem precisam da calca plastica, mas como o interior é reforçado por um tecido mais absorvente, demora- se mais a troca. Comprei umas fraldas (totsbots) que ofereciam um outro tecido, para colocar entre o bebe e a fralda. Esse tecido tem a incrivel capacidade de manter seca a regiao de contato com o bebe. Assim, mesmo que se demore um pouco mais a troca-lo, por nao perceber que está com xixi, ele ainda fica confortavel.

Fraldas biodegradáveis?

Na Europa, existem duas marcas de fraldas biodegradaveis. Wiona e Moltex (www.brindilles.fr). Usei a segunda. Incrivelmente boa, feitas em algodao, com 50% dos materiais componentes sendo de fontes renovaveis e biodegradaveis, livres de substancias que causam irritacao como (TBT, perfumes…), o gel absorvente é uma combinaçao do convvencional com um biodegradável, sem uso de agentes branqueadores e a embalagem também é 100% biodegradavel. Com preco acessivel aos europeus. Quer dizer, o preço que pagava em uma Moltex era o mesmo que pagaria em uma Pampers.

O impacto deste tipo é menor comparado ao da fralda convencional mas ainda exige alguns anos para degradar a parte não biodegradável.

E você, está pronta para alguma mudança?

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Caminho das Índias

“A atriz Vera Holtz chegou à festa de encerramento da novela “Três Irmãs”, no Porcão Rio’s, na Zona Sul do Rio, nesta quinta-feira, 9, trazendo uma bolsa cheia de bonequinhas de pano. Os mimos, feitos pela ong Lua Nova, de Sorocaba, são miniaturas da personagem que a atriz interpretou durante a novela, a vilã Violeta. “São bonequinhas lindas que eu trouxe para presentear alguns amigos hoje e também ajudar a ong lá de Sorocaba”, revelou Vera.”

Pois é a atriz é madrinha desta ONG, que alias já esteve no Bazar de Natal da Matrice. Elas tem bonecas lindas que fazem um belo sucesso, vale conferir o site delas também

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Quem tem bebê pequeno ou a caminho pode já ter passado por esse dilema: usar fraldas descartáveis por praticidade ou ecológicas, pela preocupação com o meio ambiente? Alguns pais brasileiros já optaram pelas fraldas ecológicas. Porém, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, há alternativas como a gDiapers (que tem parte interna biodegradável), por aqui existe apenas a opção das fraldas de pano (que precisam ser lavadas). A Revista Personare convidou uma mãe de um bebê de três meses, para compartilhar os prós e contras de usar fraldas ecológicas:

“Estou usando fraldas ecológicas desde a terceira semana de vida da Luiza. Esperei pra me adaptar com os horários dela e com a nova rotina. Optei pela versão ecológica para economizar e pela preocupação com o descarte, já que as descartáveis não se decompõe facilmente.

Faço cerca de quatro trocas completas (calça + absorvente) e umas três trocas só de absorvente diariamente. Durante a noite, a Luiza dorme com fralda descartável. Enxáguo logo após tirar, pra retirar os excessos. Esfrego com sabão em pó pra bebê e deixo de molho (fralda de xixi num balde e de cocô em outro). É preciso oxigenar a água todos os dias, pra evitar cheiro (pra oxigenar a água é só mexer nas roupas, movimentando-as dentro do balde). Água quente ajuda a não manchar. Não gasto mais que 15 minutos do meu dia pra cuidar das fraldas. Uma vez por semana, vão todas pra máquina.

Os prós das fraldas ecológicas: são lindas, duráveis, confortáveis, econômicas, práticas (ao contrário do que possa parecer), favorecem o meio ambiente, “aproximam” a dupla mãe-bebê, por que a gente fica mais atenta ao ciclo (de xixis e cocôs) deles… Imagino que isso favoreça muito mais o desfralde no futuro.

Os contras das fraldas ecológicas: roupas pequenas não cabem no bebê quando ele está de fralda de pano, na rua é pouco prático fazer troca (mas não impossível), tem que levar um saquinho pra trazer a fralda pra casa, depois de lavadas demoram um pouco pra secar.

Eu compro fraldas pela internet, no site http://www.babyslings.com.br. Custam R$ 17,00 cada (a calça com 2 absorventes).”

Patricia Merlin, 32 anos, designer gráfico, doula e educadora perinatal. Mãe da Luiza, 3 meses e meio.

Fonte

E você , o que pensa disso? Usa ou usaria fraldas ecológicas em prol do futuro do nosso planeta?

bjos, Vir

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Mesmo ouvindo falar tanto em sustentabilidade, muitas vezes enfrentamos dificuldades em mudar nossos hábitos e adotar atitudes mais conscientes em relação ao meio ambiente. Podemos, no entanto, incorporar práticas simples ao nosso cotidiano. Pouco a pouco, serviremos de exemplo para as crianças que convivem conosco, para que cresçam considerando a sustentabilidade como parte de seu dia-a-dia.

Reunimos dez pequenas atitudes para incentivar o consumo consciente em nossos pequenos. Para complementar nossas sugestões, convidamos uma visitante do Personare para opinar também e compartilhar outras dicas de como influenciar positivamente nossas crianças. Confiram:

1. Leve as crianças à feira e ao mercado e deixe-as “explorar” as frutas, verduras e legumes. Inventem receitas juntos, usando os alimentos que escolheram.
2. Sempre que possível, dê preferência a roupas e brinquedos ecológicos para as crianças. Lembre que seus filhos e sobrinhos serão os consumidores do futuro.
3. Combine troca-troca de roupas com amigos que possuem filhos em idades próximas. O que não serve mais para vocês pode ser muito útil para outros. Estimule a criança, ao ganhar um brinquedo de presente, a escolher um que não brinque mais para doar a quem precisa.
4. Façam passeios a bosques, florestas, praias. Deixe os pequenos andarem descalços, tocarem as árvores, respirarem o ar puro. Compartilhem as sensações.
5. No momento do banho, feche a torneira enquanto ensaboa a criança. Faça o mesmo quando estiver escovando os dentes e incentive-a a imitar você.
6. Lembre que mesmo em stand-by os aparelhos consomem energia. Ensine os pequenos a desligarem a TV ou o DVD quando não forem mais assistir. Dê o exemplo: não deixe vários eletrônicos ligados ao mesmo tempo.
7. Mantenha em seu carro ou bolsa uma embalagem para colocar o lixo. Ensine a criança a colocar o lixo nos coletores de reciclagem, separando orgânicos, metais, plásticos e papéis.
8. Sempre que puder, ao sair de casa, lembre de levar sua própria sacola, dessas de pano. Assim você evita usar sacolas plásticas.
9. Pense duas vezes antes de imprimir alguma coisa. Ensine as crianças a usarem os dois lados da folha ao desenhar. Também vale fazer bloquinhos para reaproveitar o verso de papéis usados.
10. Combine com outros pais um rodízio para buscar as crianças na escola. Nos finais de semana, faça caminhadas ou passeios de bicicleta com os pequenos.

Dicas de Sarah Nery, jornalista, mãe de Caio Francisco, de 8 meses

1. Seja uma mãe consciente. Naturalmente, seu filho repetirá o seu exemplo.
2. Dê prioridade. Com o ritmo louco moderno, a criação dos filhos vai ficando atrás do trabalho, do dinheiro e demais necessidades inventadas. Para criarmos seres humanos melhores para o mundo, devemos tomar um tempo para criá-los de maneira mais “personalizada” e menos “padronizada”.
3. Seja criativa. Há alternativas baratas e sustentáveis para fabricação de brinquedos, de objetos de decoração, de alimentos saudáveis… É mais simples do que se imagina e muito prazeroso.
4.  Não seja consumista. Isso tem a ver com os itens anteriores, mas vale reforçar. Além de correr o risco de mimar a criança com muitos bens materiais, ela raramente desenvolverá uma consciência crítica se tem como exemplo o consumo fácil e, muitas vezes, supérfluo.

Fonte

bjos, Vir

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Domingo Tania Carol indicou este video na lista de discussão Materna/Matrice.

Sua compra é responsável? O que vc compra? O que você come?

Vamos falar mais de consumo?

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