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Archive for the ‘educação’ Category

UPDATE: Confiram imagens da manifestação aqui

>>>ABAIXO ASSINADO<<<

Ato contra a extinção do curso de Obstetrícia

 

Hora
terça, 22 de março · 09:00 – 11:00

Localização
Em frente a Reitoria da Universidade de São Paulo

 

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“A saúde da mulher encontra no Brasil números alarmantes. A OMS recomenda que o número de cirurgias cesáreas não ultrapasse 15%, porém, na rede pública brasileira este número alcança a marca de 48% e na rede particular de 70% a 90%.(…)
Apesar de se propor a colaborar com a melhora da atenção a saúde da mulher, desde a sua reabertura, o curso de Obstetrícia enfrenta muitas dificuldades, dentre elas o impasse em relação a regularização da profissão de obstetriz. No diálogo com as instituições que poderiam regulamentar os profissionais formados nesse curso, viu-se a necessidade de ampliar a formação dos mesmos, o que gerou uma reformulação em sua grade curricular, que a partir de 2011 passa a ser realizado em 4 anos e meio em período integral. Assim, o curso foi tratando de dar respostas, aprender e recordar sempre qual a sua função e a importância que representa na possibilidade de contribuir na melhoria da atenção a saúde no Brasil.
A esses impasses soma-se o fato do curso de Obstetrícia estar situado em um campus recente da USP. Sendo um campus novo, os cursos situados nele têm pouca divulgação e consequentemente menor procura do que cursos tradicionais. Devido a isso, hoje a Obstetrícia enfrenta um problema ainda mais grave do que a regularização de seus profissionais: corre o risco de ter seu vestibular suspenso, o que abre a possibilidade do fechamento do mesmo. Além disso, há também a possibilidade de redução das vagas para acesso ao curso (hoje 60 vagas são disponibilizadas por ano). Entendemos, no entanto, que a realidade da assistência obstétrica no Brasil justifica a manutenção das 60 vagas atuais, permitindo a formação de um maior número de profissionais capacitados na assistência humanizada à saúde da mulher. Como consequência indireta e não menos importante, a suspensão do vestibular e possível fechamento do curso diminui as chances das pessoas que vivem na Zona Leste de São Paulo, região caracterizada por população de menor poder aquisitivo e, dado o quadro das universidades do Brasil, com menor chances de cursar uma faculdade pública, em geral com maior prestígio no país. Enfim, estamos falando da possível extinção da profissão Obstetriz e de sua capacidade de mudar a realidade obstétrica brasileira. Hoje os alunos formados podem trabalhar mediante uma ação judicial, porém enfrentam uma oposição das instiuições reguladoras que dificulta o ingresso destes profissionais no mercado de trabalho. Pedimos, então, o seu apoio para evitar que a Obstetrícia tenha seu vestibular suspenso e sua formação ameaçada.”

Texto retirado do “Pedido de apoio para a continuidade da Graduação em Obstetrícia na Universidade de São Paulo”


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No início, a perturbação do padrão de sono normal dos pais pela chegada do bebê pode ser a parte mais difícil de ser um novo pai e mãe. Isso é ainda mais verdadeiro se você também tiver outro filho de 1 ano e meio-3 anos que ainda acorda à noite, ou se levanta muito cedo pela manhã. Contudo, com o tempo você acaba se acostumando a acordar à noite e meios efetivos de se maximizar o sono podem ser encontrados. “Como os bebês devem dormir” é atualmente um tema controverso na nossa sociedade e você provavelmente vai encontrar conselhos contraditórios de especialistas, o que pode ser bastante confuso para você e o seu bebê. Dormir é como nós descansamos. Não precisa se tornar uma “batalha do sono” com o seu bebê, na qual os padrões de sono instintivos dele se conflitam com as suas expectativas ou os conselhos dos especialistas. Os padrões de sono dos bebês mudam à medida  que eles se desenvolvem. Embora o sono infantil siga um padrão geral, há variações nesse padrão, que dependem do temperamento e fisiologia de cada bebê. Alguns bebês são naturalmente mais “acordadores” que outros, desde o início. Muitos bebês com padrões de acordadas noturnas normais, mas frequentes, acabam rotulados como tendo um problema de sono ou sendo “difíceis à noite” Alguns pais têm expectativas não realistas sobre seu bebê e podem lutar por meses, tentando fazer com que seu filho tenha um padrão de sono que não se adequa à sua fisiologia. É importante não vincular rótulos de “bom” ou “mau” para os padrões naturais de sono do seu bebê e tentar achar uma forma de parentagem que leve esses padrões em consideração e também funcione para você. Há várias opções que você pode levar em conta para alcançar uma harmonia noturna. Ambos pais devem se sentir bem com a forma de dormir e abertos a fazerem modificações, se o plano inicial não funcionar. Passem mais tempo ouvindo um ao outro e dividindo seus sentimentos, dúvidas e pontos de vista no assunto. Se vocês têm idéias diferentes, tentem alcançar um acordo sobre a abordagem que os deixa mais confortáveis, e estejam prontos a continuar conversando e revendo sua decisão juntos, à medida que os padrões e ritmos individuais do bebê emergem e se alteram.No que se refere ao sono do bebê, há duas abordagens principais. Por um lado, a  abordagem do  “attachment parenting” se propõe a trabalhar em harmonia com os padrões biológicos do bebê, com suas necessidades de desenvolvimento e emocionais, à noite, assim como de dia. Isso envolve ficar perto do bebê à noite e é chamado cama compartilhada(“co-sleeping”). É baseado em precedentes históricos e evolucionais, em que bebês do mundo todo têm dormido junto com suas mães, dividido seu ambiente físico e calor humano, amamentando espontaneamente durante a noite. Quando isso funciona bem, miraculosamente o ritmo de sono da mãe se ajusta ao do bebê, tornando as mamadas noturnas muito menos cansativas. As tendências  atuais  de parentagem são mais centradas no adulto, criadas para treinar bebês a acomodarem seus padrões de sono para se adequarem às demandas da vida adulta. Nos dias atuais, muitas pessoas têm um estilo de vida pressionado pelo tempo, de movimento rápido e orientado pela carreira, que requer sono ininterrupto à noite. Essas pessoas podem, portanto, ser atraídas por um método de “treinamento de sono” que prometa que seu filho pode ser ensinado a dormir sozinho desde cedo. Pode ser dito que nossa sociedade é obcecada com fazer os bebês “dormirem a noite toda” o mais cedo possível. Geralmente isso vai contra a fisiologia do bebê. O treinamento de sono pode ser conveniente para os adultos envolvidos, mas há algumas objeções fortes que você pode querer considerar antes de ir por esse caminho. Há também em uso soluções de “attachment parenting” para pais ocupados, que podem minimizar o impacto da separação temporária de seu filho. Uma razão importante porque bebês acordam é para serem alimentados. Bebês são acostumados a se alimentar continuamente o dia todo no útero. Aprendera comer apenas durante o dia é um processo lento que ocorre quando o bebê está fisiologicamente pronto, assim como aprender a sentar e engatinhar. O leite materno é digerido rapidamente e os bebês tendem a se alimentar periodicamete durante a noite, assim como durante o dia, por pelo menos alguns meses. O estômago deles é muito pequeno para segurar um suprimento que dure a noite toda. Para alguns bebês isso pode continuar por um ano ou mais. A prolactina, o hormônio que produz leite, é produzido em maior quantidade durante a noite, quando a mãe está descansando. A mamada noturna estimula a secreção da prolactina. Há um risco para o suprimento de leite da mãe, se a amamentação noturna é eliminada e o nível de prolactina cair. Bebês alimentados com mamadeira podem aguentar até 4 horas entre mamadas, porque o a fórmula de leite de vaca demora mais para ser digerida que o leite materno, mas ainda assim esses bebês precisam ser alimentados durante a noite quando acordam. Um bebê alimentado menos do que deveria pode aparentar estar bem, mas seu desenvolvimento não vai ser ótimo. Há também uma pequena percentagem de bebês pequenos que, quando negados a mamada noturna, podem sofrer desidratação e precisar de cuidados especiais em hospital. Eu recomendo fortemente a cama compartilhada no inicio (“co-sleeping”). Isso quer dizer, em suma, dormir no mesmo quarto que o seu bebê, por um mínimo de seis meses e possivelmente por um ano ou mais. Isso pode ser feito se dividindo a cama com o bebê, dormindo com ele numa distância em que possa ser tocado, ou colocando-o num berço ou bassinete no seu quarto, ou uma combinação flexível dessas opções. Quando seu bebê tiver seis meses é uma boa época para rever seu arranjo de sono e ver se você quer introduzir alguma mudança. O cerne da abordagem da cama compartilhada, essencialmente, não é sobre onde o seu bebê dorme, mas sim aceitar e respeitar o fato de que seu bebê tem necessidades à noite, assim como ele tem durante o dia. Essa abordagem envolve a disposição e comprometimentopara responder ao seu bebê à noite, assim como você faz em qualquer outra hora. Minha confiança nessa abordagem vem das minhas próprias experiências bem sucedidas de cama compartilhada com meus quatro filhos e as observações que eu tenho feito ao longo dos anos, de como a CC funciona bem em várias outras famílias. Qualquer que seja o estilo de dormir que você escolha, nenhuma abordagem é infalível e nada funciona para todo mundo. É essencial escolher o que funciona melhor para a sua família, para o seu bebê, não importando  que outras pessoas façam ou recomendem. Seu tempo de sono é intimo, privado e pessoal e realmente não diz repeito a ninguém mais além de você. Quando decidir sobre seu arranjo de sono, você precisa ser consistente, mas não impor regras tão rígidas que não possam ser flexibilizadas ou revistas se não estiverem funcionando. Você pode perfeitamente precisar improvisar, se seu bebê está ganhando dentes, está passando por um pico de crescimento, está doente e acordando mais, se você está excepcionalmente cansado, ou se sua agenda regular foi perturbada por uma viagem ou feriado. Não há “certos” ou um único jeito de fazer qualquer coisa como mãe e pai. O que é um problema para uma família, pode ser a solução para outra. O objetivo é achar os arranjos para a sua família, que respeitem as necessidades do seu bebê, maximizem o sono e criem harmonia à noite.

http://www.activebirthcentre.com/Pages2/bbd18art6.html

Texto encontrado por Andréia Mortensen e traduzido por Daniela Westfahl

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Publicado em: 03/11/2010 17:31:00

 

Em três anos de existência, o Mama Nenê, programa da Prefeitura de Curitiba que incentiva o aleitamento materno nas creches, beneficiou 649 crianças. O Mama Nenê é realizado em 155 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e em 47 Centros de Educação Infantil conveniados com turmas de berçário (três meses a dois anos de idade).

Em salas reservadas e confortáveis, as mães podem amamentar os filhos com tranquilidade ou retirar o leite para deixar armazenado no lactário. O leite será oferecido em copinhos, posteriormente, aos bebês, pelas educadoras.

Para receber as mães nas creches, incentivar a amamentação ou administrar o leite armazenado, a Prefeitura capacita os profissionais. O programa já qualificou 266 lactaristas e 3.310 educadores, professores, diretores e pedagogos de CMEIs e de creches conveniadas. O treinamento é contínuo.
“O programa é fundamental, é uma sequência às recomendações do pediatra para garantir a saúde da criança. Ao ser amamentada, ela estabelece um vínculo muito forte com a mãe”, disse a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal da Educação, Ida Regina Moro Milléo de Mendonça.

O Mama Nenê soma-se a outras ações da Prefeitura para reduzir ainda mais o coeficiente de mortalidade infantil, como o programa Mãe Curitibana. “Crianças amamentadas até os seis meses exclusivamente com leite materno estão imunizadas e têm a garantia de desenvolvimento saudável. Se a amamentação continuar até o primeiro ano de vida, muito melhor”, disse Ida.

No CMEI Curitiba, do bairro Rebouças, oito mães usam o espaço especialmente reservado para a amamentação. Cadeira confortável, quadros com ilustrações de ursinhos e cortinas coloridas tornam o ambiente acolhedor.

A vendedora Kassyane Fernandes, de 26 anos, aproveita o horário do almoço para amamentar o caçula, Cauã, de seis meses. “Adoro vir aqui, não vejo a hora de chegar este momento. Além de contribuir para que meu filho tenha os benefícios da amamentação, esta é uma oportunidade para ficar pertinho dele”, contou Kassyane, que também é mãe de Jhonatan, de quatro anos de idade.

Suzamar Donizete Da Silva, de 28 anos, amamenta no peito Nicolas, de sete meses. Ela também deixa uma quantidade de leite reservada no lactário do CMEI, para que ele seja oferecido a Nicolas posteriormente, em um copinho, pela educadora. “Tem que ter paciência para tirar o leite, mas sei que, ao amamentar, garanto mais saúde para meu bebê. Ele quase não fica doente”, disse Suzamar.

Ela fez o mesmo com a filha, Nicole, de quatro anos. “Na época eu não estava trabalhando e tive a oportunidade de amamentá-la até os três anos de idade. Ela tem uma saúde de ferro. Sempre que posso, aconselho as outras mães a fazerem o mesmo”.

Fonte: prefeitura de curitiba

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Encontrei um site que tenta emplacar um movimento para desligar a TV……http://www.desligueatv.org.br/ Vale a pena entrar e conhecer o site. O ponto quente do site são alguns  artigos relacionados ‘a televisão. Mas computador também exerce uma função paralisante sobre as pessoas….Será que um dia conseguiremos usá-los com sabedoria e moderação???

Um dos artigos que peguei do site:

10 razões para uma vida sem TV!
Devem existir pelo menos a mesma quantidade de razões para desligar a televisão quanto existem participantes da Semana Desligue a TV. No ano passado foram 7.6 milhões de pessoas pelo mundo.

Porque desligar a TV? Aqui estão as 10 principais razões:

10) Porque telejornais são superficiais. Nas palavras de David Brinkley, “A função que os telejornais desenvolvem melhor é quando não tem noticias no dia, nós passamos isso para você com a mesma ênfase do que se tivesse uma noticia”.

9) Para você poder gastar um tempo com sua família e amigos. Como notou T.S. Eliot, “A característica mais marcante da televisão é que ela permite que milhões de pessoas rirem ao mesmo tempo e ainda se sentirem sozinhas”.

8) Porque seus filhos não precisaram ver o sexo e a violência. De acordo com o apresentador Ted Tuner, “a TV é o fator individual mais significante que contribui com a violência na América”.

7) Porque programas de TV, mesmo educacionais, existem para vender coisas para você. Nas palavras de um executivo da NBC “Nós vendemos olhos para os anunciantes”.

6) Porque crianças precisam de tempo para brincar e interagir entre si. De acordo com a Aliança para a Infância, brincar é tão importante para o desenvolvimento da criança fisicamente, academicamente e socialmente que todos o dia deveria ser dia da brincadeira, contudo, muita TV acaba com o valioso tempo para brincadeiras.

5) Porque você pode ver como está o tempo só olhando pela janela ou saindo de casa.

4) Porque crianças que assistem menos TV são na maioria dos casos melhores leitores. Fato: De acordo com Carol Rasco, presidente da Leitura é Fundamental, a média de um livro infantil tem um vocabulário melhor do que a média de um programa de televisão do horário nobre.

3) Porque se envolver com decisões da nossa democracia é nosso direito, um privilégio e até um dever. Como observou o sociólogo de Harvard, Robert Putnam, a cada hora assistindo televisão está associada com menos envolvimento comunitário, enquanto que cada hora de leitura de jornais é associado com mais envolvimento.

2) Porque para pessoas de todas as idades, desligar a TV ajuda a manter a forma e a saúde. “O jeito mais fácil de reduzir a inatividade é desligando a TV. Quase qualquer outra coisa usa mais energia do que assistir TV”, disse William Dietz, diretor da Divisão de Nutrição e Atividades Físicas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

1) Porque você realmente precisa de mais tempo, não menos. Entre 1965 e 1995, os americanos ganharam em média seis horas por semana de tempo livre, mas gastam quase o total desse tempo assistindo TV, de acordo com Robert Putman, autor de Bowling Alone.

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OS OITO PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INTUITIVA

retirado integralmente de http://www.naturkinda.com/educacao_int.html

1. Preparação para o parto

A ligação precoce com o bebé começa com a preparação pré-natal e a participação atenta e activa no parto. É possível tomar decisões fundamentadas sobre o tipo de parto que deseja e que irá ajudar a criar uma experiência positiva para si e para o seu bebé.

COMPROMETA-SE A MANTER UMA RELAÇÃO FORTE COM O SEU COMPANHEIRO: Discutam antecipadamente a filosofia de educação. Independentemente de os pais viverem juntos, é muito importante que, ao tomar as decisões, as necessidades e bem-estar do bebé estejam em primeiro lugar.

EDUCAÇÃO PRÉ-CONCEPÇÃO: Sempre que possível, prepare-se mental, física e espiritualmente antes de conceber uma criança. Leia, faça perguntas e tome muito cuidado consigo, seguindo uma dieta nutritiva e fazendo exercício regularmente.

GRAVIDEZ: Crie um ambiente uterino pacífico evitando o stress. Os sentimentos e experiências da mãe afectam o bebé em desenvolvimento.

DECIDA-SE POR UMA EDUCAÇÃO CONSCIENCIOSA: Aprenda e compreenda o que é ter um filho.

ESTEJA ATENTA E ATIVA DURANTE O PARTO DO SEU BÉBÉ: Prepare-se, aprenda o que esperar e compreenda as opções que tem à sua disposição. Em geral, quanto menos invasivo for o parto, melhor para a mãe e o bebé.

PARTICIPE EM AULAS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO E DE AMAMENTAÇÃO: São importantes para ajudar os pais a tomar decisões fundamentadas.

2. Reação emocional

Compreender e responder de forma sensível às necessidades emocionais do seu bebé é a pedra basilar da Educação Intuitiva. Lembre-se de que chorar é a forma do seu bebé lhe dizer que está perturbado/a. Criar um laço ou ligação forte como seu bebé é mais do que simplesmente cuidar das necessidades físicas do bebé; inclui também passar tempo agradável interagindo com o seu bebé ou criança diariamente. O processo de ligação é consideravelmente potenciado quando os pais iniciam a brincadeira e interacções animadas.

Não tenha receio de se apaixonar pelo seu bebé.

As origens e motivos comuns para o choro incluem fome, cansaço, desconforto e solidão.

Outros motivos para o choro são:
1. Stress devido a excesso de estimulação
2. Sentir o stress da mãe
3. Necessidade de que lhe peguem ao colo ou o deitem
4. Necessidade de contacto pele contra pele para se sentir seguro
5. Gases e/ou cólicas
6. “Muito necessitado” é um termo utilizado para descrever o temperamento de bebés que estão frequentemente irrequietos. Estes bebés podem necessitar de muito contacto físico próximo, movimento ou atenção afectuosa. Podem também ser sensíveis a um certo alimento sólido ou alimentos ingeridos pela mãe.

3. Amamente o seu bebé

A amamentação satisfaz as necessidades do bebé relativamente à melhor nutrição possível e contacto físico. A amamentação traz muitos benefícios para o bebé, a mãe e a sociedade, e é a forma mais natural de satisfazer a maior parte das necessidades físicas do bebé. Embora a amamentação seja a forma ideal de alimentar um bebé, os pais que não amamentam podem mesmo assim praticar a Educação Intuitiva. Encorajamos os pais que alimentam o bebé com biberão a adoptar comportamentos de “amamentação”. Por outras palavras, pegue no seu bebé, fale-lhe e mude de posição enquanto dá o biberão. Evite a tentação de deixar o bebé só com o biberão, dado que o seu bebé irá beneficiar bastante com o seu contacto e colo.

Vantagens para a mãe e família:
1. Poupa dinheiro – o suficiente durante um ano para comprar um grande electrodoméstico
2. Poupa tempo – não há leite para preparar ou biberões para lavar
3. Prático em casa e em viagens
4. Activa hormonas maternas que promovem comportamentos de ligação e acalmam a mãe
5. Ajuda a mãe a descansar mais
6. Ajuda a proteger a mãe contra o cancro da mama

Vantagens para o bebé:
1. Concebido biologicamente para o bebé humano, contém os nutrientes necessários e na quantidade adequada; é de fácil digestão
2. Confere imunidade a certas doenças e viroses
3. Protege contra alguns tipos de cancro, de acordo com as mais recentes investigações
4. Mantém o bebé próximo da mãe e oferece conforto
5. Ajuda a fortalecer os maxilares, olhos e a formação dos dentes
6. Menor probabilidade de desenvolvimento de alergias
· Evite reger-se pelo relógio ou calendário. Siga as pistas do seu bebé em vez do relógio ou do calendário.
· O desmame é um processo mútuo determinado pela preparação do bebé e da mãe (“Desmame em cooperação”). O código da Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) recomenda a amamentação até aos dois anos de idade, no mínimo.

Se der o biberão (mamadeira), adote comportamentos de amamentação:
1. Pegue no seu bebé quando lhe der o biberão, nunca o deixe a só com biberão.
2. Estabeleça um bom contacto visual nos momentos em que o seu bebé está atento e interessado.
3. Mude de posição de um lado para o outro; isto ajuda a fortalecer os olhos do bebé.
4. Fale ao bebé de forma carinhosa nos momentos em que lhe dá o biberão.

4. Transportar o bebé ao colo; o contato afetivo

Transportar o bebé pegando-o ao colo ou utilizando porta-bebés de materiais suaves que mantêm o bebé próximo satisfaz as necessidades do bebé quanto a contacto físico, segurança, estimulação e movimento, que promovem o desenvolvimento óptimo do cérebro. Os bebés a quem é dado muito colo choram menos. O contacto afectivo através da massagem do bebé é uma outra forma excelente de acalmar o bebé e promover o seu desenvolvimento.

· Dar colo ao bebé ajuda a satisfazer as necessidades do bebé de proximidade, contacto e afecto.
· Dar colo ao bebé promove e reforça a ligação emocional dos pais com o bebé.
· O movimento que resulta naturalmente de transportar o bebé ao colo estimula o seu desenvolvimento neurológico.
· Os bebés choram menos quando transportados ao colo.
· Pegar no bebé ao colo ajuda a regular a sua temperatura e ritmo cardíaco.
· O bebé sente-se mais seguro.

Se não transportar o bebé ao colo, esteja atenta:
1. Dê colo ao seu bebé sempre que possível (especialmente se dá biberão).
2. Evite a utilização excessiva de dispositivos para bebés (baloiços, chupetas, baloiços, porta-bebés de plástico).
· Transportar o bebé ao colo facilita as saídas e viagens.
· Os bebés que recebem contacto afectivo através de massagem, colo e outras formas de contacto físico afectuoso ganham peso mais rapidamente, são mais calmos e têm um melhor desenvolvimento intelectual e motor.

5. Partilhar o sono

É importante ser receptivo às necessidades nocturnas do bebé. A API recomenda que se mantenha o bebé numa proximidade íntima, num ambiente de sono seguro. Em muitas culturas é considerado normal e espera-se dos pais que durmam com os seus filhos. Investigações recentes demonstraram que alguns dos benefícios incluem melhor qualidade de sono para as mães e risco reduzido de SMSI (síndrome da morte súbita infantil) para os bebés. A partilha segura da cama inclui um colchão segure e firme e pais que não consomem drogas ou álcool e que não fumam próximo do bebé. Se os pais não se sentirem confortáveis com a ideia de partilhar a cama, lembre-se que a chave é a proximidade íntima e receptividade às necessidades nocturnas do bebé.

A partilha segura da cama* requer:
1. Não fumar junto do bebé
2. Não consumir drogas ou álcool
3. Um colchão firme sem roupas de cama fofas nem animais de peluche
4. Utilizar medidas de segurança tais como protecções na cama ou a colocação do bebé num local seguro na cama da família
5. Evitar espaços de qualquer tipo, por exemplo, entre o colchão e a estrutura da cama ou guias laterais que podem facilmente deslizar para fora do colchão
6. Nunca deixar o bebé numa cama de adulto sem supervisão
7. Nunca colocar o bebé a dormir num sofá ou cadeira.

Vantagens para o bebé:
1. Estudos indicam que as culturas em que os pais dormem com os bebés têm uma incidência reduzida de síndrome de morte súbita infantil (SMSI).
2. Existem mais períodos de sono leve benéficos para criar um ritmo cardíaco estável e padrões respiratórios estáveis.
3. A amamentação é mais bem estabelecida através de mamadas frequentes, que são facilitadas através da partilha da cama.
4. Os bebés sentem-se quentes e seguros, por isso choram menos.

Vantagens para os pais:
1. Mais sono
2. Melhora a duração e quantidade das mamadas
3. A mãe preocupa-se menos com o seu bebé.
4. Os pais desenvolvem uma ligação mais estreita com o bebé.

Se partilhar a cama não resulta para si ou a sua família:
1. Tente outras formas de dormir, especialmente se existirem irmãos mais velhos:
a) Alcofa junto à cama
b) Lado-a-lado: tire um lado da cama de grades e coloque a cama em segurança junto à cama dos pais
c) Colchão, futon ou saco-cama no chão para os filhos mais velhos

2. Estabeleça uma rotina agradável para ir para a cama:
a) Reduza a estimulação desligando a televisão; antes de ir para a cama evite dar ao bebé/criança bebidas ou alimentos que contêm cafeína, tais como leite com chocolate, refrigerantes, chá ou chocolates.
b) Ponha música suave.
c) Dê um banho quente ao bebé/criança.
d) Embale, leia e/ou cante para o seu bebé/criança.

3. As crianças pequenas que têm a sua própria cama vão muitas vezes para a cama mais voluntariamente quando os pais se deitam com elas na sua cama até ficarem bastante sonolentas ou adormecerem. Muitos pais descobriram que os seus filhos rapidamente ultrapassam esta necessidade e acabam por ir para a cama sozinhos sem problemas.

6. Evite separações frequentes ou prolongadas

Os bebés possuem uma necessidade intensa pela presença física de pais afectuosos e receptivos. Através dos cuidados diários e interacções afectuosas formam-se fortes laços entre pais e criança. As separações frequentes ou prolongadas podem interferir com o desenvolvimento de ligações seguras. Tente manter as separações ao mínimo com um bebé pequeno que ainda não fale, e seja receptivo às necessidades do bebé relativamente à sua presença física. As separações longas podem provocar fases de desgosto e que podem afectar a ligação do bebé a si. Se as separações forem inevitáveis devido à sua situação, ajude o seu filho a adaptar-se a elas de forma gradual. Evite a “rotatividade de amas”; a continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa é crucial. Se trabalha, pode exercer a Educação Intuitiva quando estiver em casa para ajudar a estabelecer novamente uma ligação ao seu bebé.

· As separações frequentes e prolongadas podem prejudicar o processo de ligação e podem ter efeitos para toda a vida no desenvolvimento psicológico e emocional a longo-prazo do bebé.

· Se as separações forem inevitáveis, é extremamente importante haver uma continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa. Se tiver de deixar o bebé, assegure-se de que a ama faz das necessidades do seu bebé a sua prioridade máxima. Explique-lhe como pretende que ela trate e cuide do bebé. Faça a transição com bastante antecedência de modo a que seja um processo gradual e confortável para o bebé.

· A “rotatividade de amas” – a troca frequente de amas – pode ser muito prejudicial ao processo de ligação.

· Quando voltar a estar com o seu bebé, rodeie-o de amor, atenção e afecto. Isto ajuda o seu bebé a sentir o restabelecimento da ligação, o que fortalece a sua relação.

7. Pratique a disciplina positiva

À medida que uma criança cresce é necessário estabelecer fronteiras e limites. Disciplina positiva, métodos não-violentos e apoio afectuoso promovem o desenvolvimento do auto-controlo e empatia em relação aos outros.

O que significa a palavra “disciplina”? Deriva da palavra “discípulo”, que significa aquele que segue os ensinamentos do seu mestre. Disciplinar é ensinar.

O que é a disciplina positiva? A disciplina positiva começa com a compreensão de que o seu objectivo a longo-prazo é ensinar o seu filho a tomar decisões acertadas como criança e como adulto. Aprendem seguindo bons exemplos e modelos. Transforme-se no tipo de pessoa que quer que o seu filho seja.

Como é que a Educação Intuitiva ajuda no processo de disciplina?

A criança que é produto da Educação Intuitiva aprende que as suas necessidades serão satisfeitas de forma consistente e previsível. A criança aprende a confiar. A confiança é a base da autoridade, e uma figura de autoridade na qual se confia disciplina de forma mais eficaz.
William Sears, MD

1. A Educação Intuitiva constrói alicerces fortes. Uma criança que é criada com amor, empatia e afecto aprende a estabelecer fortes laços de confiança com os seus pais. Uma criança que tem uma forte ligação de confiança é mais fácil de disciplinar.

2. Os pais são capazes de sentir empatia pela criança e compreender o seu ponto de vista.
· É útil aprender as fases do desenvolvimento da criança para compreender o que é um comportamento normal, adequado do ponto de vista do desenvolvimento, de modo a poder reagir de forma adequada. Estes marcos do desenvolvimento incluem:
1. nascimento até aos 6 meses
2. 6 meses até ao ano
3. 1 ano até aos 3 anos
4. 4-5 anos
5. pré-adolescente
6. adolescente
7. adolescência

(O Gesell Institute of Human Development publicou uma série de livros para pais nas diferentes fases do desenvolvimento da criança escritos pelos médicos Ames e Ilg tais como Your One Year Old (A criança de um ano), Your Two Year Old (A criança de dois anos), etc. Muitos pais consideraram estes livros extremamente úteis. Visite a nossa loja e encomende estes e outros livros através do nosso website!)

8. Mantenha o equilíbrio na sua família

O equilíbrio é a chave para evitar o “esgotamento dos pais” e pode ser alcançado cuidando de si através de exercício, descanso e alimentação saudável. As necessidades de um bebé são intensas e imediatas, mas é possível alcançar o equilíbrio na satisfação das necessidades do bebé, assim como das necessidades de outros membros da família.

· Independentemente de ser casado com vários filhos ou pai solteiro com um único filho, é importante recordar que encontrar o equilíbrio é a chave para uma vida familiar saudável. É importante que os pais não se isolem. Devem procurar sistemas de apoio dentro das suas comunidades. Isto pode ser alcançado criando um tipo de família alargada de amigos com ideias semelhantes ou participando em grupos de apoio de pais da API, que oferecem não só apoio como também a oportunidade para pais mais recentes de serem orientados por pais mais experientes.

· Ser um pai recente muitas vezes exige ajudar a mãe a desenvolver uma relação com o seu recém-nascido. Durante os primeiros meses de vida, o bebé irá frequentemente ser a única preocupação da mãe. Certifique-se de que o pai é incluído nas actividades diárias do bebé. O apoio dos pais ajuda as mães a tornar-se mais confiantes e competentes no seu papel de mãe, e a ser bem sucedidas na amamentação.

· É fácil sentir-se “esgotada” e “exausta” pelas exigências da maternidade. Os primeiros meses de vida do bebé podem ser muito intensos e consumir muito tempo. Tentem ser pacientes e sensíveis em relação às necessidades um do outro.

· Seja criativo para encontrar formas de passar tempo com o seu cônjuge/companheiro sem comprometer as necessidades do seu bebé. Jantares à luz de velas ou um piquenique na sala de estar podem ser divertidos e ajudam os casais a estabelecer novamente uma ligação.

· Tenha um amigo, familiar ou ajudante (um adolescente em que possa confiar), que o bebé conheça, que venha brincar com ele e entretê-lo, enquanto os pais têm algum tempo sossegado noutro ponto da casa. Leve-os consigo se sair.

· Esta pessoa pode ajudar com o bebé, mas o bebé será confortado pela proximidade dos pais.

· Compreenda que nos primeiros anos as necessidades do seu filho são mais intensas que nunca, e que “também isto passará”.

· Todos os pais necessitam de apoio! Por vezes pode ser difícil aos pais encontrar o apoio de que necessitam. O aconselhamento profissional pode ser bastante benéfico para ajudar famílias a voltar a encontrar o equilíbrio e para estabelecer uma ligação a recursos ou outros serviços na comunidade.

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imageDont

da revista Pais&Filhos de Portugal

Polémica, muito polémica entre pediatras e psicólogos, a partilha do sono (cosleeping, na terminologia anglo-saxã) é uma prática cada vez mais comum nas famílias ocidentais.

Em casa de Natália Fialho vivem quatro pessoas, mas existem apenas duas camas. Uma de solteiro e outra de casal. Ambas estão no mesmo quarto, uma ao lado da outra. Juntas, formam uma só cama tamanho gigante. Há também uma cama de grades num dos quartos da casa, mas ninguém lhe dá muito uso. A família – pai, mãe e dois filhos pequenos – dorme toda junta desde o nascimento do primeiro bebé. Sem culpas e sem medo. Por opção. «Li muito sobre a partilha do sono entre pais e filhos durante a primeira gravidez. Como queria amamentar prolongadamente, e esta é uma das formas de facilitar o aleitamento, percebi que dormirmos todos juntos seria a melhor solução.» Em nome da amamentação, mas também do descanso, afirma Natália. «Os bebés que mamam acordam mais vezes durante a noite. Custa muito sair da cama para dar de mamar. É mais fácil se o bebé estiver junto a nós.»

O filho mais velho, Fernando, de três anos, ainda dormiu umas noites no berço, mas chorava de cada vez que se via sozinho sem o calor da mãe, por isso Natália e o marido decidiram pô-lo a dormir perto deles, na mesma cama. Quando a segunda filha nasceu, o seu destino nocturno foi o mesmo, a cama dos pais. Agora eram quatro. O espaço encolheu. Natália e o marido decidiram, por isso, colocar uma cama de solteiro junto à cama de casal e formar um leito king size para toda a família. E assim dormem todas as noites. Catarina tem 10 meses e mama sempre que lhe apetece, Fernando também. Natália não dá conta de quantas vezes dá de mamar aos filhos durante a noite. Está sempre meia a dormir. Os miúdos mamam e voltam a adormecer rapidamente. As noites, diz, passam-se tranquilamente. Quanto à relação entre marido e mulher, nunca saiu afectada pelo sono em família. Natália resume: «Há outras divisões na casa!»

O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias. Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro – «How to solve your child’s sleep problems» (Como resolver os problemas de sono do seu filho) – por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.

Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.» As coisas mudam e Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma.

«AS REGRAS NÃO SERVEM PARA TODOS»

Mas o estigma contra a partilha da cama é forte. Natália não se alonga demasiado sobre o assunto com o pediatra que acompanha os filhos, mas sabe que ele não gosta muito da ideia. Nada que a faça duvidar do seu instinto: «Ninguém gosta de dormir sozinho, não está na nossa natureza.» Muito menos as crianças, defende. «Dormir com os pais dá às crianças uma sensação de segurança que acho que é fundamental elas terem.» De resto, tudo se resume a uma escolha pessoal: «Quero estar disponível para os meus filhos, sempre.» Noites incluídas. Natália não acredita que o cosleeping possa ter consequências negativas: «Eles não vão querer dormir a vida toda connosco… Um dia vão tornar-se totalmente independentes. É o correr normal das coisas.»

Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional? De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses.

O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz o médico, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que Pedro Caldeira da Silva raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.»

Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.»

EM NOME DE UMA AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO

A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação (www.leitematerno.org). Com os sonhos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos. «As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães», explica Celina Pires.

Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece a médica. Por seu lado, «os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem.»

A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo.

O RECEIO DA MORTE SÚBITA

Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «Esse risco é importante quando algum dos adultos que dorme com o bebé é fumador. No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante.

Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os sofás, que já está demonstrado serem um factor de risco para a morte súbita», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade.

Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. É preciso ter em conta os contextos individuais. O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar», escreveu numa revisão científica recente sobre o assunto

«NÃO QUERO SALTAR ETAPAS

Margarida Marques também dorme perto da filha desde o primeiro dia. Ainda a colocou no berço quando chegou da maternidade, mas, por alguma razão que não sabe explicar muito bem, intuição talvez, aquela imagem não lhe pareceu correcta. Levou-a, então, para a cama grande e aninhou-a junto de si e do marido. Dormiram assim durante os primeiros seis meses de vida da Inês. Depois decidiram pô-la numa cama de grades encostada à cama de casal. Puxaram um dos lados para baixo e engendraram uma cama grande, com espaço para todos dormirem à vontade

Nunca consideraram que esta opção prejudicasse a relação entre ambos. É um facto que, em termos práticos, obriga a um esforço de imaginação, reconhece Margarida. Mas, «em termos afectivos, nunca nos sentimos separados pela nossa filha, antes pelo contrário»

Inês está prestes a fazer três anos e ainda dorme ao lado dos pais, mamando quando lhe apetece. «Faz sentido para nós e para ela», resume Margarida. Até quando vão dormir em família não sabe – Margarida suspeita que a transição esteja para breve: Inês já declarou que «qualquer dia» se muda, definitivamente, para o seu quarto, onde já dorme as sestas -, sabe apenas que não quer saltar etapas. «Sinto que, desta forma, estou a respeitar o ritmo e o crescimento dela.

Estar próxima, pele com pele, dar mama, calor, colo e afecto, de dia e de noite, é o que Margarida quer para a sua relação com a filha. Receio de atrasar a independência? «Para mim, é exactamente ao contrário: as crianças tornam-se autónomas tendo uma base de confiança, que se constrói respondendo às necessidades delas.» Inês não tem dificuldades ao nível da autonomia. Prova disso é a forma como decorreu a primeira sesta na escola. Inês, simplesmente, deitou-se na cama e dormiu. Sem mama, sem mãe, sem drama. «Para ela, a hora de ir dormir é um prazer.

Educar uma criança para a independência é dar-lhe tempo para crescer, defende Margarida. Respeitá-la, dar-lhe segurança. Porque a autonomia não precisa de ser uma vitória das forças externas à criança. Também pode vir de dentro. A seu tempo.

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Outra descricao sucinta, desta vez baseado no livro: Infant potty training e Infant Potty basics by Laurie Boucke. http://www.timl.com/ipt e http://www.White-boucke.com/ipt.html

Higiene sem (ou com) fraldas

retirado integralmente de http://higienenaturaldobebe.blogspot.com/

Alguma vez você pensou como é que os bebés aprendiam a controlar as necessidades fisiológicas antes de haver fraldas? Ou como é que aprendem hoje em dia nas regiões onde não há fraldas? Existe um método adoptado por um número crescente de mães, que é semelhante ao usado desde há séculos pelas mães de todo o mundo, o Infant Potty Training, em inglês, ou higiene sem (ou com) fraldas.
É importante sublinhar desde já que se trata de trabalhar com *bebés de colo* (não com bebés que já andam) com vista a que não necessitem de fraldas. A altura ideal para começar é entre o nascimento e os 4-5 meses de idade.
Não há nenhuma expressão que descreva adequadamente este sistema, incluindo Infant Potty Training (literalmente, treinar o bebé de colo para usar o bacio) porque, por um lado, o bebé não consegue sentar-se num bacio e, por outro lado, o processo tem mais afinidades com o trabalho de equipa (com o bebé) e com a inter-relação do que com o conceito de treino. Ou seja, é um método baseado na comunicação e na interacção, tendo pouco a ver com o que normalmente chamamos “treino”. A comunicação é a chave para estar em contacto com o bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas.
A característica mais específica deste método talvez seja o facto de os pais começarem geralmente a trabalhar com o bebé antes de ele conseguir sequer manter-se sentado. Em vez de começarem a informar-se sobre a maneira de ensinar a criança a deixar de usar fraldas quando ela já anda, os pais devem considerar a possibilidade de usar este método durante a gravidez ou as primeiras semanas/meses após o nascimento.
Escolhi denominar este método “infant pottying” e “infant potty training”, mas há outras designações tais como “elimination communication” (comunicação da eliminação, referindo-se à eliminação da urina e das fezes) e “trickle treat” (trocadilho intraduzível entre a expressão trick or treat do Halloween e a palavra trickle, fio de líquido), sendo esta última o título do meu primeiro livro sobre o assunto, actualmente esgotado. Aqui nesta página encontra-se toda a informação básica e, se precisar de saber mais, há dois livros meus sobre o tema: «Infant Potty Training – A Gentle and Primeval Method Adapted to Modern Living» (500 páginas), o mais completo livro actualmente disponível sobre o tema, e «Infant Potty Basics – With or Without Diapers… The Natural Way» (110 páginas). Clique nas capas dos livros para obter mais pormenores!

Filosofia
Os bebés são mais inteligentes do que nós pensamos! O grande erro que as pessoas cometem é presumir que um recém-nascido não tem consciência de fazer as necessidades. Partimos do princípio de que um bebé é incapaz de aprender a controlar as necessidades por ser pequeno, não ter coordenação e não andar nem falar. O bebé é tão dependente que se torna difícil para os ocidentais imaginar que um ser tão minúsculo possa ter consciência de fazer xixi e cocó. E é ainda mais difícil para nós acreditar que os bebés tenham algum controlo sobre a eliminação. Com esta concepção estreita e preconceituosa, encorajamos e ensinamos os bebés a não se importarem de fazer as necessidades na fralda. Em suma, ensinamo-los a utilizar a fralda como casa de banho.

Um bebé normal e saudável, na verdade, tem consciência das funções corporais de eliminação e pode aprender a reagir-lhes desde muito pequeno. Ao utilizar fraldas, condicionamos – e portanto ensinamos – o bebé a usá-las. Mais tarde a criança tem de o desaprender, o que poderá confundi-la e constituir uma experiência traumática.

O bebé faz tudo o que pode para nos comunicar a consciência que tem do que se passa, mas se não o ouvirmos deixa de comunicar e gradualmente perde o contacto com as funções de eliminação. Será condicionado a não lhes ligar e a aprender que queremos que use a fralda como casa de banho.

O método da higiene sem (ou com) fraldas não só é quase desconhecido no Ocidente, como para muitos parece logo pouco prático. Contudo, salvo relativamente escassas excepções, a aprendizagem da higiene sem fraldas é por definição pouco prática seja qual for a maneira como se faça.

Se esperar que o bebé aprenda sozinho aos 2, 3, 4 anos ou mais, ficam ambos sujeitos a andar anos a mudar fraldas (para não falar da roupa para lavar, toalhetes e outros acessórios de higiene).

As fraldas, especialmente as descartáveis, são apenas um meio temporário de resolver a questão. Tentamos “tapar” o sistema de eliminação de resíduos do bebé com fraldas, da mesma forma que estancamos temporariamente uma fuga num cano roto. Quantos pais terão ponderado se esta é a solução mais higiénica para a criança? Quantos pais se preocupam com o impacto ambiental das fraldas? Quantos o fariam se soubessem de uma alternativa à utilização de fraldas a tempo inteiro?

Quem poderá utilizar este método?

Os pais de bebés de colo, futuros pais, avós, amas e qualquer outra pessoa interessada em trabalhar afectuosa e pacientemente com o bebé de modo a chegar à higiene sem fraldas o mais cedo possível. Aqui, o conceito fundamental é “bebé de colo”, por oposição a “bebé que já anda”, uma vez que quem trata da criança vai começar a trabalhar em equipa com ela nos primeiros meses de vida. O método da higiene sem (ou com) fraldas resulta melhor quando é utilizado por:

* mães ou pais que passem pelo menos o primeiro ano ou os dois primeiros anos a tratar do bebé;
* mães ou pais que trabalham fora de casa e que tenham alguém de confiança a tratar do bebé, como p. ex. um parente, uma ama ou um amigo.

O que é necessário?
Tempo, dedicação e paciência. Se não puder dispor destas qualidades ou arranjar a assistência necessária, este método não é adequado para si nem para o seu bebé.
Mas se este método lhe parece fazer sentido, se lhe soa bem, experimente! Não faz mal nenhum tentar e, se não resultar, pode voltar às fraldas a tempo inteiro.

Quando é que se começa?
A altura ideal para começar vai desde o nascimento até aos 4-5 meses de idade. Neste período, decorre uma fase de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem.

Quanto tempo leva?
No Ocidente, o processo completa-se, em média, por volta dos 2 anos, embora os bebés atinjam um controlo bastante bom das necessidades *muitos* meses antes.

Será seguro?
Claro que sim, desde que os pais estejam com o estado de espírito correcto. Têm de estar descontraídos e positivos ao lidar com o bebé. Têm de ter paciência e suavidade, observar e responder a tempo aos sinais do bebé sempre que possível, e dar carinhosamente o apoio necessário enquanto seguram o bebé na posição adequada.
Este método não é punitivo, NÃO inclui castigos, zangas e dominação. Note-se que é diferente do método severo com que nos anos cinquenta se “tirava as fraldas” cedo aos bebés.

Será que resulta mesmo?

Sim, mas não sem esforço nenhum. O êxito não acontece do pé para a mão. É preciso pelo menos um adulto empenhado e vários meses de perseverança para completar a higiene sem fraldas. Logo desde o princípio, há divertidas e entusiasmantes recompensas diárias tanto para o bebé como para quem trata dele. A comunicação do bebé é reconhecida e encorajada. Os pais ficam espantados com o grau de consciência do bebé e empolgados quando ele faz sinal e responde tão fácil e naturalmente.

O bebé tem que andar nu?
Não é indispensável. Muitos pais mantêm o bebé com fralda ou fralda-cueca no intervalo das utilizações do bacio, enquanto outros preferem deixar o bebé de rabinho ao léu ou nu a maior parte do tempo. Em suma, é uma questão de preferência.
Uma descoberta maravilhosa – a minha experiência pessoal com a higiene sem (ou com) fraldas
Os meus dois primeiros filhos deixaram de usar fralda da maneira convencional. Quando o meu terceiro filho nasceu, eu nem queria pensar que ia ter de passar outra vez pelo mesmo processo, que implicaria mais uns quantos anos de fraldas, e comecei a procurar um modo melhor de tratar da tarefa.
Aprendi os princípios de uma técnica alternativa através de uma senhora indiana que estava de visita em nossa casa. Ela ficou horrorizada quando lhe falei da forma como os ocidentais lidam com “a questão das necessidades fisiológicas” e explicou-me como se faz na “terra dela”, na cultura dela. Fiquei céptica quando me disse que não é preciso pôr “panos” num bebé a menos que esteja “mal da barriga” ou febril ou se fizer xixi na cama a maior parte das noites. Eu já tinha estado na Índia várias vezes e vi lá famílias a pôr os bebés a fazer xixi e cocó no campo, mas não tinha prestado muita atenção. Como muita gente, parti erradamente do princípio de que os ocidentais não poderiam usar aquela técnica.
Pedi à minha nova amiga que me falasse mais daquilo e que me ensinasse a segurar no meu filho e a pô-lo a “fazer”, o que ela aceitou de boa vontade e sem qualquer esforço.
Fascinada, observei-a a comunicar com o meu pequenino de 3 meses, que parecia saber instintivamente o que ela queria que ele fizesse. Só consigo descrever o intercâmbio e o entendimento instantâneo entre ambos – uma estranha e um bebé de colo – como uma descoberta maravilhosa.
Utilizei a técnica que ela me demonstrou, alterando-a e adaptando-a ligeiramente ao estilo de vida ocidental, e descobri que é muito superior ao sistema convencional que recorre à fralda primeiro e depois ensina a usar o bacio. Desde o dia em que comecei a trabalhar com o meu filho de 3 meses, ele raramente precisou de fralda, quer de dia quer de noite. Com 18 meses mantinha-se seco a maior parte do dia e com 25 meses tinha completado em todos os aspectos a higiene sem fraldas.

Perspectivas e origens
Este método começa com condicionamento e pode ser abordado tanto de forma racional e científica como intuitiva e espiritual, ou uma combinação de ambas, conforme o que resultar melhor consigo e com o bebé. A abordagem racional implica o cálculo dos momentos oportunos e a observação dos padrões de eliminação e da linguagem corporal do bebé. A abordagem mais espiritual requer intuição e “sintonização” com o bebé, por meios mais subtis.
Lembre-se de que é um trabalho de equipa, algo que fazem juntos através de uma comunicação íntima e baseada na confiança. Não é uma coisa que está a fazer ao bebé, nem é uma coisa que o bebé possa fazer sem si. Se tiver a vontade e a possibilidade de o fazer e se o bebé for saudável, então o bebé não precisa de mais nada para começar a trabalhar consigo.
A higiene sem (ou com) fraldas baseia-se numa técnica de aprendizagem do controlo das necessidades utilizada em grande parte da Ásia e da África Subsaariana. O método foi adaptado ao estilo de vida ocidental em vários aspectos, incluindo o recurso a um lavatório, bacio, sanita ou outro recipiente; variações nas posições de eliminação; utilização da técnica em part-time; e, caso se queira, uso de fraldas em part-time.

Resumo do método
1. Observação – Deite o bebé sem fralda num sítio confortável, quente e seguro, e observe:
a) o ritmo (durante quanto tempo e com que frequência faz xixi e cocó depois de acordar ou de comer)
b) a linguagem corporal (a forma como se mexe e contorce ou os trejeitos que apresenta enquanto faz as necessidades)
c) sons (resmungos ou gemidos ao defecar)
Isto também se pode fazer usando um pano porta-bebé. Com efeito, andar com o bebé ao colo num pano porta-bebé é uma das melhores maneiras de nos familiarizarmos com o ritmo e os padrões de eliminação dele, já que nos apercebemos logo do que acontece. É particularmente vantajoso em climas frios ou casas com pouco aquecimento. Há mães que andam com o bebé nu no pano porta-bebé, contra a pele delas, o que o mantém com a temperatura corporal perfeita. Se quiser, pode colocar uma fralda de pano debaixo do bebé enquanto ele andar no porta-bebé. É claro que não é indispensável o bebé estar sem roupa no porta-bebé. Mesmo que ande um pouco vestido e/ou com uma fralda de pano sem cobertura impermeável, vai aperceber-se quando ele fizer as necessidades.

2. Antecipação ou intuição
Antecipe o momento em que o seu bebé vai precisar de urinar ou evacuar e faça então um som de água a correr, como um “sssss”. Se o bebé começar enquanto está a observá-lo, faça imediatamente o som “sssss”. Ao fim de uns dias, o bebé associará esse som com a eliminação.

3. Posição e local
Quando achar que o bebé precisa de fazer xixi ou cocó, segure-o bem mas suavemente sobre o local escolhido para a função e emita um sinal audível (“sssss” ou o som/palavras que preferir). O bebé depressa associará o som, a posição e o local com a eliminação. Utilize o lugar e o recipiente que achar mais confortável e prático. Entre as muitas possibilidades contam-se o lavatório da casa de banho, uma tigela, uma bacia e ao ar livre. Os bebés mais crescidos podem sentar-se na sanita entre as suas pernas.

4. Comunicação entre mãe e bebé
A partir de agora, preste muita atenção ao ritmo e aos sinais do bebé. Quando achar que ele está em vias de fazer as necessidades, segure-o na posição adequada e faça o seu sinal. Os bebés de colo conseguem descontrair os músculos ao ouvir as nossas deixas, se estiver quase no momento certo.

Como é que sei quando o bebé precisa de fazer xixi ou cocó?
Pode saber quando o bebé precisa de fazer as necessidades através de pelo menos um dos seguintes aspectos:
– Ritmo (ir olhando para o relógio)
– Sinais e deixas (incluindo a linguagem corporal e as vocalizações)
– Padrões de eliminação (relação com a refeição, o despertar, etc.)
– Intuição e instinto

Como hei-de vestir o bebé da maneira mais favorável?
Há dois factores principais a ter em consideração:

– Circunstâncias individuais, tais como o clima, o estilo de vida, a saúde e as pressões sociais;
– O facto de que quanto menos camadas de roupa tiver o bebé mais fácil é para si e para o bebé estarem em contacto um com o outro, aprenderem e comunicarem sobre as necessidades fisiológicas. É mais fácil ler e responder à linguagem corporal e a outros sinais de um bebé que esteja sem roupa, de rabinho ao léu ou de outra forma facilmente acessível. Andar com o bebé no pano porta-bebé também ajuda pois é mais provável que vocês consigam andar sincronizados.

A situação ideal (nem sempre possível ou desejável) é o bebé andar nu ou de rabinho ao léu. Se isso não for possível:
– Tente vesti-lo com o mínimo de roupa possível;
– Use roupa que possa ser rápida e facilmente removida (evite fivelas, botões, etc.)

Há muitas maneiras diferentes de vestir um bebé tendo em conta a facilidade de acesso. Seja criativa e adapte-se à sua situação e às diferentes fases do desenvolvimento do bebé. Muitas mães preferem costurar elas mesmas a roupa do bebé. Para além de usar fraldas como apoio, aqui ficam algumas outras sugestões:
– Cuecas Poquito Pants, feitas à medida para todos os tamanhos desde o nascimento, à venda em:

http://wonderbabydesigns.com

– Para recém-nascidos, pijamas do tipo saco-cama, de apertar no fundo;
– Camisolas compridas ou vestidos (o comprimento adequado dependerá da mobilidade do bebé);
– Calções ou cuecas maleáveis (de turco, de malha de algodão ou lã), com cintura elástica;
– Fraldas-cueca;

– Roupa de bebé chinesa, aberta no entrepernas, à venda em: http://www.weebees.com

e

– Calças chinesas discretas, à venda em: http://home.socal.rr.com/rahudson/ecIPT%20Pants.htm e http://www.charlottescloset.com/

Vantagens da higiene sem (ou com) fraldas

Os grandes beneficiários são o bebé, os pais e o ambiente. Aqui fica uma lista mais pormenorizada das vantagens da higiene sem (ou com) fraldas:
– Aumenta o apego através da proximidade, da comunicação natural e da paciência amorosa;
– Responde ao ritmo e à comunicação natural do bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas;
– Actua directamente no primeiro período de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem;
– Ajuda o ambiente ao conservar/poupar árvores, água, petróleo e espaço nos locais de despejo de resíduos;
– Elimina ou reduz drasticamente o uso de fraldas;
– Permite aos bebés atingirem um controlo razoável entre os 12 e os 18 meses;
– Dá aos bebés a possibilidade de completar a higiene sem fraldas relativamente cedo (cerca dos 24 meses);
– Liberta os bebés das fraldas e respectivas associações negativas (sensação de peso e volume entre as pernas, químicos, etc.);
– Evita/elimina a enurese (fazer xixi na cama);
– Previne as assaduras;
– Permite o respeito pela higiene do bebé;
– Elimina “acidentes” embaraçosos para os bebés mais crescidos;
– Permite que o pai ou outras pessoas próximas e de confiança criem laços e comuniquem com o bebé;
– Proporciona uma grande poupança em fraldas e lavagem de roupa;
– Mantém o bebé consciente do seu próprio corpo;
– Reduz o risco de infecções urinárias.

Qual é a opinião dos médicos?
Embora o método da higiene sem (ou com) fraldas não seja muito conhecido no Ocidente, há cada vez mais médicos e pediatras a apoiá-lo. Muitos destes assistiram ao funcionamento do método no decurso de viagens no estrangeiro ou então são (casados com) imigrantes que cresceram em culturas nas quais este método é prática comum. Alguns médicos usaram-no com os seus próprios bebés.
Como tantas outras coisas na vida, as teorias e opiniões sobre a idade indicada para começar a aprendizagem do controlo das necessidades têm variado muito ao longo dos tempos. Até aos anos cinquenta, a maioria das famílias ocidentais começava relativamente cedo, entre os 3 e os 10 meses, e terminava também relativamente cedo. Depois surgiram a indústria das fraldas descartáveis, os estilos de vida mais frenéticos e uma nova teoria de que é melhor adiar e deixar que seja o bebé a aprender sozinho quando for capaz. A tendência está outra vez a mudar, com uma nova investigação europeia (de Agosto de 2000) a concluir que as actuais noções ocidentais sobre controlo dos esfíncteres são incorrectas e que em muitos casos é melhor começar mais cedo do que deixar para mais tarde. Apesar das diferentes opiniões médicas e teorias psicológicas ocidentais, a higiene sem (ou com) fraldas tem sido o principal método utilizado por milhões de bebés felizes e bem adaptados em muitas sociedades ao longo dos séculos. Ninguém pode negar esse facto.

E para bebés de 6 meses ou mais, será demasiado tarde?
Muitos pais começaram aos 6, 9 e até 12 meses e conseguiram, recorrendo a algumas alterações. Normalmente é mais difícil começar com um bebé que já anda e que foi “treinado” para fazer as necessidades numa fralda ou que usa fraldas descartáveis e não associa a sensação de humidade com a eliminação. Depende sobretudo das suas convicções. Se este método lhe soa bem, se sente que é adequado para si e para o seu bebé, e se o bebé for saudável e aderir a ele, então vale certamente a pena experimentar! Desde que não haja perturbações de maior na vida e na saúde da família, é provável que esteja aberta e receptiva à comunicação sobre a eliminação por parte do bebé.
Outro factor a considerar é que não existe uma idade limite fixa a partir da qual os bebés percam a ligação com as suas funções de eliminação. Cada criança é única e desenvolve-se à sua maneira. Há pais que tiveram conhecimento da higiene sem (ou com) fraldas, ou começaram com outros métodos de aprendizagem do controlo das necessidades, quando os bebés já tinham entre 6 a 18 meses, 2 anos ou até mais, e que tiveram o prazer de descobrir que os seus pequeninos estavam ainda receptivos e aptos a comunicar a respeito das suas necessidades fisiológicas. Em suma, o período de predisposição para a aprendizagem parece ser mais prolongado nalguns bebés. Sejam de que idade forem os bebés quando os pais ouvem pela primeira vez falar de higiene sem (ou com) fraldas, eu recomendo geralmente que façam uma tentativa durante umas semanas com este método suave e afectuoso, e ponderem depois se querem continuar.

Perguntas? Contacte-me!
Chamo-me Laurie Boucke e pode escrever-me por email em inglês, francês ou holandês, para o seguinte endereço:
infantpotty@hotmail.com

Tradução de Manuela Vaz

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