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Posts Tagged ‘parto’

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Um estudo da Universidade de Hamilton, publicado no Journal of the American Medical Association, afirma que esperar alguns minutos para cortar o cordão umbilical de recém-nascidos traz benefícios à saúde dos bebês no início de sua infância.

A pesquisa fez testes com 1.912 bebês, dos quais 1.001 tiveram o cordão rompido após pelo menos dois minutos depois do parto, enquanto o restante teve o rompimento imediato do cordão umbilical.

O estudo mostrou que os benefícios da espera se traduziram em melhores níveis de ferro no sangue das crianças. Como conseqüência, as crianças que tiveram o rompimento adiado demonstraram ter menos tendência a desenvolver anemia na idade entre dois e seis meses. Além disso, o procedimento diminuiu também os riscos de icterícia, uma condição comum em recém-nascidos, que se expressa na cor amarela da pele e do branco dos olhos.
Os resultados da pesquisa mostram que esperar alguns minutos permite que um maior volume de sangue circule da mãe para o filho. Esse procedimento pode beneficiar os bebês de países mais pobres, onde a anemia é um problema entre os recém-nascidos.

Fonte: BBC Brasil

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O ‘business’ do nascimento

Documentário interessante sobre a visão do nascimento como um negócio lucrativo. O retrato é norte-americano, mas lembra muito o que temos por aqui.

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A profissão de Ana Cristina Duarte, 43 anos, casada e mãe de dois filhos, oficialmente ainda não existe. Ana Cris é doula, isto é, uma mulher que acompanha uma gestante durante o parto, dando a coragem nos momentos difíceis, o conforto nas longas esperas e a confiança necessária para que a futura mãe atravesse com calma e segurança todo o processo. Esse trabalho é feito com técnicas especializadas (como massagens, exercícios de respiração e posturas que favoreçam o trabalho de parto), mas, sobretudo, com o coração. “A doula tem uma ‘mulher selvagem’ dentro de si que se conecta com a parte intuitiva daquela que está em trabalho de parto. Numa época de especialistas e tecnicidades, é um retorno no tempo”, diz Ana Cris, que trocou a vida estabilizada como bióloga e administradora para se dedicar ao parto humanizado. Sócia fundadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama), que, entre outras atividades, oferece cursos para doulas em São Paulo, Ana Cris é também criadora de três sites dedicados ao assunto – e se forma agora na primeira turma de parteiras da Universidade de São Paulo. Existem hoje no Brasil cerca de 500 doulas, palavra que vem do grego e significa “aquela que serve”. E cada uma delas faz toda a diferença. Segundo pesquisas recentes, o trabalho das doulas pode diminuir em 50% as taxas de cesárea, em 20% a duração dotrabalho de parto, em 60% os pedidos de anestesia e em 40% o uso de fórceps (instrumento cirúrgico com que o médico ajuda a puxar o bebê). A seguir, Ana Cris fala mais sobre o trabalho das doulas.


Qual a diferença entre doula e parteira?

A doula faz o acompanhamento emocional e afetivo da mulher que vai dar à luz. É alguém que traz dentro de si a ancestralidade das mulheres, que sabem como parir. Numa troca de olhares, ela pode passar a certeza de que está tudo bem, que não é preciso ter medo, explicará o que está acontecendo a cada passo. Ela sente e sabe onde está o medo da outra mulher, intui a hora de falar, ouvir, tocar. Já a parteira faz de tudo: ouve o coração do bebê, recebe o bebê, faz sutura. Ela tem uma preocupação ampla, não pode ter como foco único o bem-estar materno. O casal está diante do melhor dos mundos quando tem uma parteira profissional cuidando de uma gestante de baixo risco, uma doula cuidando do bem-estar da família e uma equipe médica de plantão para eventuais necessidades.

Como se forma uma doula?

Os cursos fornecem aulas teóricas sobre a fisiologia do parto, a situação atual da assistência ao parto na maior parte dos hospitais e sobre técnicas para o trabalho. É importante ler livros sobre o assunto, participar de grupos de discussão e de ONGs que atuem na área da saúde da mulher. As melhores doulas são as que se envolvem com o ativismo do direito das famílias na gravidez, no parto e na amamentação. Não é necessário ter curso superior ou ser da área da saúde. Mas é fundamental gostar de estar com gestantes, sentir a vocação, ter disponibilidade de tempo e não depender financeiramente desse trabalho, pois o retorno ainda é bastante limitado.

A doula já existiu em outras culturas?

Até poucos séculos atrás, o parto era visto como um evento feminino e doméstico. As mulheres sempre estiveram cercadas de suas parentas e companheiras, mulheres sábias, que as ajudavam nesse momento tão desafiador. A hospitalização do parto fez com que esse evento virasse um procedimento médico. Em muitas culturas que se mantêm primitivas ou isoladas, as doulas seguem presentes no parto. Nos países desenvolvidos, elas são um novo personagem na sala do parto e resgatam, de certa forma, essa presença feminina amorosa, ancestral.

Como é o trabalho das doulas no Brasil?

A parceria só aumenta nos hospitais públicos, que trabalham com doulas voluntárias. O serviço é gratuito, mas depende da disponibilidade das doulas. Na iniciativa privada, o crescimento é ainda mais rápido, pois as mulheres começam a entender o problema do abuso das cesarianas e têm contratado doulas para ajudar nas informações e no suporte ao parto. Os valores variam de 200 a mil reais, dependendo da cidade, do estado, da experiência e da negociação entre as partes.

O que mais se teme durante o parto?

A dor e ser maltratada (exposta, humilhada). Existem outros medos menos comuns, porém não menos importantes, como o de não conseguir fazer o filho nascer, provocar sofrimento no bebê ou ter sua sexualidade prejudicada pela passagem da criança pelos órgãos genitais. Vivemos numa sociedade que desvaloriza o que é natural e transformou o corpo da mulher em um laboratório de químicas e cirurgias. O corpo feminino perfeito não é mais aquele que menstrua, engravida, gesta, dá à luz e amamenta, mas o que segue as regras estéticas do momento. Não é à toa que muitas mulheres sentem medo da gravidez, do parto, de amamentar. Além disso, estamos cada vez mais sozinhas, engravidando quando nenhuma outra amiga está grávida, com famílias de poucas irmãs, tias, sobrinhas.

Como aliviar esses temores?

Uma das formas é explicar o que é o parto, o que esperar, quais são as alternativas para o uso da anestesia, por exemplo, ou esclarecer seus direitos dentro do ambiente do parto, como o de ser tratada com dignidade e delicadeza. Outra forma é estar presente durante todo o trabalho, aliviando, conversando, massageando, cuidando do ambiente, interagindo com a equipe. A terceira possibilidade é a própria mulher procurar grupos de apoio à maternidade, uma doula ou parteira, um médico que seja adepto do parto normal (difícil tarefa, um capítulo à parte) e começar a ler livros sobre o assunto. As listas de discussão virtuais e os sites especializados também são de grande valia.

Como é a relação com a família?

A doula pode inspirar a gestante como se fosse uma figura maternal, mas não exatamente uma mãe, pois, em geral, as mães não são exatamente as melhores acompanhantes, por causa da ansiedade ou da insegurança. Já o acompanhamento do pai da criança, quando disposto e voluntariamente presente, é fundamental em todo o processo do nascimento. No entanto, ele mesmo tem suas dúvidas e apreensões e a presença de uma profissional qualificada e competente só aumenta sua própria segurança. O papel da doula é aumentar a interação entre os acompanhantes presentes, jamais o competir ou substituir.

Quando você se envolveu com o parto humanizado? Quando tive minha primeira filha, passei por uma cesárea feita por conveniência médica, que só foi possível no quadro de ignorância em que eu me encontrava. Na segunda gravidez, tive um parto normal, mas faltou alguém presente que me ajudasse a lidar com aquele fenômeno intenso que ocorria em meu corpo. Eu me senti muito sozinha e assustada. Pouco depois, eu soube das doulas americanas e compreendi que, de fato, faltava no parto alguém que cuidasse apenas das necessidades emocionais e físicas do casal.

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Mais uma ferramenta para os cesaristas de plantão justificarem a necessidade da faca no momento do nascimento. Lamentável.

Uma patente registrada nos Estados Unidos indica uma nova tecnologia que pode facilitar a decisão de médicos por partos normais ou cesarianas.

Segundo o site NewScientist, a idéia é que durante o trabalho de parto, a atividade muscular do útero seja monitorada via sensores sem fio, e através de um software a força e freqüência das contrações sejam analisadas e se determine quando uma cesariana é a alternativa mais indicada.

Partos normais são os mais recomendados pelos médicos por sua segurança, mas o procedimento de abertura para a retirada do bebê é recomendado em casos de lentidão do nascimento. Com a patente, o cientista José Príncipe e sua equipe da Universidade da Flórida, acredita que será mais fácil determinar o momento exato e mais seguro para a realização da cesariana, caso esta seja necessária.

O texto completo da patente pode ser lido, em inglês, pelo atalho tinyurl.com/69wp7u

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Andando bem distraída pela internet, enquanto maternava minha cria, descobri este documentário e me emocionei só de ver o trailer. Estreou por estes dias na Europa e não consegui informações sobre a possibilidade de ele chegar ao Brasil. Digno de uma sessão especial CineMaterna.

Veja mais aqui.

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Com a participação da querida materna Ana Paula Caldas.

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